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Destino do uso da tecnologia na perseguição aos cristãos na China pode estar nas mãos de Israel

Thaís Garcia

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Imagem: Reprodução

A China dominou o mercado de produção de celulares e computadores por mais de uma década e fez avanços que levaram as empresas chinesas perto de assumirem o futuro da rede 5G. A tecnologia tem sido a pedra angular do “plano declarado da China para dominar as tecnologias centrais do mundo” e a peça central da perseguição aos cristãos na China.

A China vem marchando em direção ao domínio tecnológico há muito tempo e usou isso para criar um dos mais extensos sistemas de monitoramento e controle de cidadãos do mundo. O uso crescente da tecnologia pelo Partido Comunista Chinês (PCC) para perseguir cristãos e outras minorias na China tem sido alarmante.

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No entanto, o ‘plano expansionista do PCC para dominar o mundo’ e criar novas maneiras de perseguir os cristãos usando tecnologia avançada sofreu ‘alguns contratempos’ nos últimos 12 meses.

A indústria de semicondutores poder estar expondo a maior fraqueza da China.

Este ano, o Presidente dos EUA, Donald Trump, impôs controles rígidos de exportação sobre os principais equipamentos, software e propriedade intelectual dos EUA, de que a China precisa para desenvolver sua própria indústria de semicondutores; o que teve um grande impacto ao dragão chinês. Sem semicondutores, a capacidade da China de desenvolver tecnologia avançada para monitorar cristãos empaca.

Os semicondutores são fundamentais para a construção de supercomputadores, inteligência artificial (IA), robôs e máquinas de realidade virtual. Sem eles, a indústria tecnológica da China é paralisada.

O dragão expansionista continua lutando; a China gastou pelo menos um bilhão de dólares para acelerar o desenvolvimento de seus próprios semicondutores, mas isso ainda vai levar tempo. Não se constrói simplesmente uma instalação de produção de semicondutores de um dia para o outro. Pode levar uma década até que a China esteja pronta para desenvolver seus próprios semicondutores. Por isso, ela se voltou para uma outra fonte: Israel.

Israel está desenvolvendo muitos dos semicondutores mais avançados do mundo. O pequeno país em dimensões, mas grande em inovações, ciência e tecnologia, está assumindo a liderança em um produto necessário para dominar o mundo da tecnologia. Com a ambição de adquirir o conhecimento e a tecnologia israelenses, o dragão chinês tem comprado empresas avançadas em Israel na esperança de descobrir seus segredos.

A Huawei iniciou um centro de Pesquisa e Desenvolvimento (P&D) em Israel em 2016. Os maiores gigantes da tecnologia da China, Xiaomi, Baidu, Pingan, Shengjing 360 e o grupo Youngjin fizeram uma ‘corrida maluca’ para entrar em Israel e adquiriram grandes ações em empresas de semicondutores de Israel.

Isso causou grande preocupação nos EUA. Durante uma entrevista concedida a Gili Cohen, da Kan News, em maio deste ano em Israel, o Secretário de Estado americano Mike Pompeo disse: “Não queremos que o Partido Comunista Chinês tenha acesso à infraestrutura israelense, sistemas de comunicação israelenses, todas as coisas que colocam os cidadãos israelenses em risco e por sua vez, colocava em risco a capacidade da América de trabalhar ao lado de Israel em projetos importantes. Achamos que esses riscos são muito reais e compartilhamos com eles informações sobre isso para que eles possam tomar boas decisões por si próprios.”

Se a China puder obter acesso à tecnologia de semicondutores de Israel, eles estarão no caminho certo para criar o maior sistema de monitoramento e controle eletrônico do mundo. Sem isso, eles serão forçados a esperar.

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