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Franceses homenageiam professor de história que foi decapitado por mostrar caricaturas de Maomé durante aula sobre liberdade de expressão

Thaís Garcia

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O primeiro-ministro da França, Jean Castex, se juntou a manifestantes no domingo (18), que se reuniram em todo o país em homenagem ao professor de história que foi decapitado perto de Paris, após mostrar caricaturas de Maomé durante uma aula sobre liberdade de expressão.

As manifestações aconteceram horas depois que o Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, enviou à França uma mensagem de solidariedade após o ataque terrorista islâmico.

Samuel Paty, de 47 anos, foi decapitado na sexta-feira (16) em Conflans-Sainte-Honorine por um refugiado muçulmano checheno de 18 anos nascido em Moscou que foi neutralizado pela polícia.

O primeiro-ministro francês manifestou-se com cidadãos, associações e sindicatos no domingo na ‘Place de la Republique’, em Paris, em apoio à liberdade de expressão e em memória do professor morto.

Place de la République em Paris. Imagem: JP PARIENTE/SIPA

Alguns seguravam cartazes com os dizeres “Je suis Samuel” (Eu sou Samuel) que ecoava o grito de guerra “Je suis Charlie”, após o ataque de 2015 ao jornal satírico Charlie Hebdo, que publicou caricaturas do profeta muçulmano Maomé. Um momento de silêncio na praça, quebrado por aplausos e uma empolgante interpretação de ‘La Marseillaise’, o hino nacional francês.

Os manifestantes também se reuniram nas principais cidades, incluindo Lyon, Toulouse, Estrasburgo, Nantes, Marselha, Lille e Bordeaux.

As autoridades francesas afirmam ter detido 11 pessoas após o assassinato.

O promotor antiterrorismo Jean-François Ricard disse que uma investigação por assassinato com um motivo suspeito de terrorismo foi aberta. Pelo menos quatro dos detidos são membros da família do agressor, que em março obteve uma autorização para residência de 10 anos na França como refugiado.

Sua meia-irmã se juntou ao grupo do Estado Islâmico na Síria em 2014, disse Ricard. Ele não deu o nome dela e não ficou claro onde ela estaria atualmente.

O promotor disse que um texto reivindicando a responsabilidade e uma fotografia da vítima foram encontrados no telefone do agressor. Ele também confirmou que uma conta no Twitter com o nome de ‘Abdoulakh A.’ pertencia ao terrorista, que postou uma foto da cabeça decapitada minutos após o ataque, junto a mensagem “Eu executei um dos cães do inferno que ousou humilhar Maomé”.

O ataque provocou uma forte repreensão internacional. O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, falou sobre o assassinato na noite de sábado (17), em um comício político em Janesville, no estado de Wisconsin.

“Em nome dos Estados Unidos, gostaria de estender minhas sinceras condolências a um amigo meu, o presidente Macron da França, onde ontem houve um violento e cruel ataque terrorista islâmico – decapitação de um professor inocente perto Paris”, disse ele. “A França está passando por momentos difíceis e Macron é um cara incrível.”

Leia também: Professor de história, que mostrou caricatura de Maomé durante aula sobre liberdade de expressão, é decapitado na França

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Cristã e Correspondente Internacional na Europa.

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