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Professor de história, que mostrou caricatura de Maomé durante aula sobre liberdade de expressão, é decapitado na França

Thaís Garcia

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Três semanas após o ataque terrorista em frente às antigas instalações do Charlie Hebdo, que deixou dois gravemente feridos, um professor de história na França foi decapitado com uma faca por um jovem checheno, nascido em 2002, que gritou ‘Alá Akbar’ ao cometer o ataque.

Samuel P., um professor de história, foi encontrado morto e decapitado perto de uma faculdade em Conflans-Sainte-Honorine (Yvelines), na França, por volta das 17h desta sexta-feira (16), segundo fontes policiais do Parisien-Today.

De acordo com a mídia francesa, a vítima havia recentemente dado uma aula para seus alunos sobre liberdade de expressão e mostrado caricaturas de Maomé.

“Este professor, Samuel P., sabia que foi ameaçado de morte nas redes sociais após seu curso sobre liberdade de expressão”, relata um membro de uma associação de pais de estudantes universitários.

A descoberta do crime foi feita por policiais da Brigada Anticrime de Conflans, quando avistaram um suspeito com uma faca de cozinha. O suspeito havia apontado uma arma para policiais municipais antes de fugir, em direção à cidade vizinha de Eragny (Val-d’Oise). Depois de ser derrubado, as autoridades ordenaram ao agressor que baixasse a arma, o que ele recusou. O suspeito foi então baleado e declarado morto.

O terrorista teria postado um vídeo horrível da cabeça decepada da vítima antes de ser baleado.

De acordo com os primeiros elementos da investigação, a vítima decapitada seria um professor de história do colégio de Conflans-Saint-Honorine. Os magistrados da acusação nacional antiterrorismo, incluindo o procurador Jean-François Ricard, foram ao local e deram início à investigação aberta por “homicídio em conexão com terrorismo e associação criminosa terrorista”. As investigações foram confiadas à Subdirecção Antiterrorismo e à Direção-Geral de Segurança Interna.

 

Cristã e Correspondente Internacional na Europa.

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