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China é alertada para risco de confronto militar com os EUA

Guilherme L. Campos

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Um relatório interno da China adverte que Pequim enfrenta uma onda crescente de hostilidade após o surto de coronavírus que pode levar a um confronto com os Estados Unidos, segundo a agência de notícias Reuters.

O relatório, apresentado no início do mês passado pelo Ministério da Segurança do Estado aos principais líderes de Pequim, incluindo o presidente Xi Jinping, concluiu que o sentimento global anti-China está em seu nível mais alto desde a repressão de 1989 na Praça da Paz Celestial, disseram fontes da agência.

Como resultado, Pequim precisa estar preparada no pior cenário possível para o confronto armado entre as duas potências globais, segundo pessoas familiarizadas com o conteúdo do relatório, que não quiseram  ser identificadas, segundo a Reuters, dada a sensibilidade do assunto.

O relatório foi elaborado pelos Institutos de Relações Internacionais Contemporâneas da China (CICIR), um grupo de reflexão afiliado ao Ministério da Segurança do Estado, o principal órgão de inteligência da China.

Análise: Guerra Fria ou Guerra Mundial?

Apesar do relatório indicar o risco de um confronto bélico, os Estados Unidos se mostram muito mais inclinados a manter o confronto restrito às ações geopolíticas; no sufocamento econômico do regime estimulando a saída de empresas da China, no isolamento político do regime no ocidente, no boicote às tecnologias chinesas em território americano, ações de contrainteligência para mitigar ações de espionagem e sabotagem, e controle bem maior na presença de cidadãos chineses em solo americano, etc. Em resumo, o confronto deve se assemelhar muito mais a uma nova Guerra Fria do que a uma nova Guerra Mundial.

Rede elétrica dos EUA sob proteção 

Exemplo dessa postura americana foi dado na última sexta-feira (1), como noticiou o Conexão Política, quando o presidente dos Estados Unidos assinou uma ordem executiva que visa proteger o sistema de distribuição elétrica americano de ameaças de inimigos americanos, incluindo medidas que impeçam que equipamentos fabricados por esses adversários sejam utilizados no sistema, numa clara menção às tecnologias chinesas.

Católico, Conservador, Correspondente Internacional, Observador Político e criador do 'Direto da América'. Atualmente vive no estado da Pensilvânia, Estados Unidos.

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