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Holanda

Após avaliar riscos apresentados pela China, governo holandês ordena novas medidas antiespionagem para as telecomunicações

Thaís Garcia

Publicado

em

Imagem: Reprodução

O governo holandês ordenou nesta quarta-feira (11) uma série de novos regulamentos de segurança para provedores de telecomunicações, incluindo regras sobre fornecedores de equipamentos e software e a exigência de que apenas pessoas com verificação de antecedentes tenham acesso às redes.

Os requisitos, que irão abranger os principais fornecedores – KPN , T-Mobile e Vodafone – são parte de uma série de movimentos para fortalecer os padrões, após uma avaliação de 2019 dos riscos apresentados pela China e outros países identificados como tendo uma “estratégia cibernética ofensiva”.

Em um decreto ministerial, a Secretária de Estado para Economia e Clima, Mona Keijzer, também especificou que os provedores de telecomunicações devem reter dados de rede por pelo menos três meses, caso sejam necessários para analisar “ameaças avançadas e vetores de ataque”.

A Grã-Bretanha e a França proibiram efetivamente a chinesa Huawei de participar das construções de suas redes de telecomunicações 5G. O governo holandês disse no ano passado que os fornecedores poderiam ser excluídos se tivessem “laços estreitos com governos estrangeiros envolvidos em espionagem”. A Holanda não citou especificamente a Huawei, apesar da pressão do parlamento para fazê-lo.

No mês passado, a KPN disse que usaria a Ericsson da Suécia para construir elementos centrais de sua rede móvel 5G.

Em maio, a câmara alta do parlamento holandês aprovou uma lei dando ao governo o poder de bloquear aquisições “indesejáveis” de empresas de telecomunicações. Isso inclui a obrigação de qualquer comprador em potencial, com uma participação de mais de 30% em uma empresa de telecomunicações holandesa, de primeiro solicitar a permissão do governo.

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Cristã e Correspondente Internacional na Europa.

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