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Após acordo com a China, USMCA é aprovado nos EUA

Guilherme L. Campos

Publicado

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Divulgação | Conexão Política

O senado americano finalmente aprovou o novo acordo comercial entre Estados Unidos, México e Canadá, o USMCA, como é conhecido na sigla em inglês, na tarde desta quinta-feira (16). Por 89 votos a 10 o senado repetiu a convergência bipartidária da Câmara que aprovou em 19 de dezembro o acordo por 385 contra 41. Projeto segue agora para sanção do presidente Donald Trump. O USMCA substitui o Acordo de Livre Comércio da América do Norte (NAFTA), em vigor há 25 anos.

O novo acordo é fruto de outra briga do presidente americano com parceiros comerciais para impulsionar a economia americana e gerar empregos dentro do país e foi assinado no fim de 2018 pelos presidentes Donald Trump, o então presidente do México Enrique Peña Nieto, e o primeiro-ministro canadense Justin Trudeau. O USMCA deve beneficiar a indústria americana, sobretudo o setor de automóveis do país, injetando cerca de US$ 34 bilhões em cinco anos no setor e criando 76 mil novos empregos, segundo o Office of the U.S. Trade Representative.

Acordo comercial com a China

A aprovação do USMCA vem um dia após o presidente americano ter assinado com a China a fase 1 do novo acordo comercial entre os dois países. Estima-se que, sozinho, este acordo deve dobrar as exportações americanas para a China no período de até dois anos.

A fase 1 do acordo comercial, como é conhecido o acordo assinado na última quarta-feira (15), é uma grande vitória para os dois países, sobretudo para os Estados Unidos, que irão dobrar suas exportações para Beijing em um período de até dois anos. Para se entender com clareza os benefícios para a economia americana, sobretudo para setores como o da agropecuária, indústria, e até mesmo para o setor de serviços, é preciso trazer alguns números.

Na agricultura, a China se compromete a partir de agora a comprar US$ 16 bilhões a mais anualmente dos fazendeiros americanos, elevando o total de compras neste setor para US$ 40 bilhões ao ano, lembrando que boa parte dos fazendeiros americanos são pequenos e médios proprietários, e correspondem a uma parte considerável da produção rural americana. A China aumentará também a compra de produtos manufaturados nos EUA em US$ 75 bilhões anualmente; os EUA também vão vender US$ 50 bilhões a mais em energia e US$ 40 bilhões adicionais em serviços. Em dois anos, os Estados Unidos terá dobrado suas exportações para o gigante asiático.

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Católico, Conservador, Correspondente Internacional, Observador Político e criador do 'Direto da América'. Atualmente vive no estado da Pensilvânia, Estados Unidos.

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