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URGENTE: Trump assina acordo comercial e exportações dos EUA para a China devem dobrar

Guilherme L. Campos

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URGENTE: Trump assina acordo comercial e exportações dos EUA para a China devem dobrar 15
Divulgação | Conexão Política

O presidente Donald Trump assinou no início da tarde desta quarta-feira (15) o tão aguardado acordo comercial entre Estados Unidos e China, fruto direto da guerra comercial estabelecida pela Casa Branca em 2018 contra a invasão de produtos chineses na América e o desequilíbrio da balança comercial entre os dois países. Durante o período, Trump impôs duras tarifas contra produtos chineses, o que gerou também retaliações do outro lado contra bens americanos.

A fase 1 do acordo comercial, como é conhecido o acordo assinado hoje, é uma grande vitória para os dois países, sobretudo para os Estados Unidos que irão dobrar suas exportações para Beijing em um período de até dois anos. Para se entender com clareza os benefícios para a economia americana, sobretudo para setores como o da agropecuária, indústria, e até mesmo para o setor de serviços, é preciso trazer alguns números.

Na agricultura, a China se compromete a partir de agora a comprar US$ 16 bilhões a mais anualmente dos fazendeiros americanos, elevando o total de compras neste setor para US$ 40 bilhões ao ano, lembrando que boa parte dos fazendeiros americanos são pequenos e médios proprietários, e correspondem a uma parte considerável da produção rural americana. A China aumentará também a compra de produtos manufaturados nos EUA em US$ 75 bilhões anualmente; os EUA também vão vender US$ 50 bilhões a mais em energia e US$ 40 bilhões adicionais em serviços. Em dois anos, os Estados Unidos terá dobrado suas exportações para o gigante asiático.

A notícia animou todos setores econômicos, principalmente os produtores rurais, que chegaram a ser atingidos em um primeiro momento pelas tarifas, o que fez com que a administração Trump, na ocasião, compensasse o prejuízo com a injeção de US$ 30 bilhões para os produtores. Em um discurso de campanha na noite de terça-feira (14) em Milwaukee, estado de Wisconsin, Trump exaltou o acordo por “aumentar massivamente as exportações de produtos fabricados e produzidos aqui mesmo no grande estado de Wisconsin”. Wisconsin é um dos principais produtores de laticínios dos Estados Unidos.

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Expectativa de aumento no comércio dos EUA para a China nos próximos dois anos (barras amarelas). Fonte: Departamento de Comércio dos EUA

Quem torceu contra, perdeu

Quando Trump impôs tarifas à China, muitos economistas disseram que a estratégia do presidente americano prejudicaria a economia dos EUA ao aumentar os preços e a inflação, prejudicando essencialmente consumidores e empresas dos EUA. Mas a economia dos EUA permaneceu forte, com desemprego em baixa histórica, inflação baixa e desempenho recorde no mercado de ações.

Durante a cerimônia, realizada na Casa Branca, estiveram presentes, além do presidente e vice-presidente dos EUA, secretários da administração americana, grandes empresários e CEOs de multinacionais americanas e, pelo lado da China, uma delegação do alto escalão do governo chinês, incluindo o vice-premiê chinês. Tanto o presidente americano como o vice-premier e o embaixador chinês elogiaram uns aos outros, estabelecendo claramente um novo clima nas relações entre as duas nações.

O acordo é também uma enorme vitória política para o presidente Donald Trump, que em ano de eleição, terá uma economia ainda mais aquecida e robusta para mostrar aos seus eleitores.

Tarifas

Em troca do compromisso de compras por parte da China, o governo Trump cancelará novas tarifas sobre US$ 156 bilhões em importações chinesas que entrariam em vigor em 15 de dezembro passado. Também concordou em reduzir pela metade a taxa tarifária de 15% existente em cerca de US$ 120 bilhões sobre importações de mercadorias chinesas imposta em 1º de setembro de 2019. Mas as tarifas permanecerão em cerca de US$ 360 bilhões em importações anuais chinesas para os EUA, a maioria dos produtos chineses vendidos nos Estados Unidos.

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Católico, Conservador, Correspondente Internacional, Observador Político e criador do 'The Right Talking'. Atualmente vive no estado da Pensilvânia, Estados Unidos.

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