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Serviço meteorológico russo confirma propagação de radioatividade após acidente em teste de míssil

Thaís Garcia

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Imagem: Reprodução e ilustrativa.

Nesta segunda-feira (26), o serviço meteorológico russo Rosgidromet afirmou que a radioatividade no ar no norte de Archangelsk foi espalhada durante o teste de míssil de propulsão nuclear de 8 de agosto, no norte de Archangelsk, na Rússia.

O Rosgidromet publicou em seu site os resultados das medições que o serviço realizou entre 8 de agosto – dia em que o míssil explodiu – e 23 de agosto, na cidade de Severodvinsk. Foram encontrados estrôncio, bário e lantânio. A explosão causou uma nuvem de gás imóvel, na qual estes elementos estavam presentes.

No entanto, o serviço meteorológico afirmou que a situação está atualmente sob controle.

“Nas últimas medições em Severodvinsk e Archangelsk não foram encontrados radionuclídeos tecnogênicos (isótopos de elementos com um núcleo atômico instável). A situação de radiação se estabilizou”, informou o Rosgidromet.

Negação
Esta é a primeira vez que as autoridades russas admitem publicamente que a radioatividade se espalhou no local do acidente do teste de Njonoksa. No final da semana passada, Sergey Ivanov, ex-presidente do Conselho de Segurança da Rússia e hoje enviado especial do presidente Vladimir Putin para assuntos ambientais, havia negado qualquer propagação de radioatividade nos incidentes.

As autoridades de Archangelsk também haviam contestado a alegação de que uma segunda explosão teria ocorrido em Njonoksa, em 8 de agosto. No entanto, uma estação de medição sismológica norueguesa havia confirmado o incidente.

Míssil Burevestnik
No local do teste na região de Archangelsk, um teste foi realizado em 8 de agosto com o míssil supersônico Burevestnik. O míssil é alimentado por um motor com um pequeno reator nuclear.

O Burevestnik é um míssil de cruzeiro de propulsão nuclear intercontinental, capaz de penetrar qualquer sistema de defesa antimísseis baseado em interceptor. Seu alcance é ilimitado, sendo capaz de chegar a todas as partes da terra. Ele também pode permanecer no ar por meses, talvez anos.

Mortes
O teste desse míssil matou pelo menos cinco cientistas. Médicos locais que trataram os feridos informaram que não haviam sido avisados sobre a condição radioativa de seus pacientes.

No corpo de um dos médicos foi encontrado Césio-137. Mas, as autoridades russas afirmaram que o elemento radioativo havia entrado no corpo do médico através de alimentos.

Acidentes e explosões
Em 5 de agosto, um depósito de munição em uma base militar russa explodiu nas proximidades da cidade siberiana de Krasnoyarsk. A imagem de uma enorme bola de fogo foi registrada e publicada nas mídias sociais pelos moradores. O complexo sofreu três grandes explosões com um morto e vários feridos. A área ao redor da base foi evacuada em um raio de aproximadamente 20 quilômetros. Dezenas de milhares de pessoas de três vilarejos próximos tiveram que deixar suas casas. Eles foram levados para Krasnoyarsk por trens e ônibus.

Em 8 de agosto, ocorreu o segundo incidente com explosões em uma mesma semana, em uma base militar na Rússia. Parte do Mar Branco permanece fechada por pelo menos um mês, devido à explosão do motor do míssil próximo ao porto de Archangelsk. Dois militares morreram na explosão e sete pessoas ficaram feridas. As autoridades portuárias locais informaram que a baía de Dvina permanecerá fechada para a navegação por um mês.

Em 9 de agosto, houve novamente explosões na mesma base militar russa, em um depósito de munições, no sul da Sibéria. Pelo menos 9 ficaram feridos com a explosão. Este foi o segundo incidente com explosões nesta base militar da Sibéria e o terceiro em uma base militar russa em uma mesma semana. Os habitantes da área foram evacuados.

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Correspondente Internacional na Europa. Cristã, casada, mãe e bacharel em Relações Internacionais.

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