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Polônia se recusa a entregar pai cristão que fugiu da Suécia, depois que as autoridades colocaram suas filhas em uma família muçulmana

Thaís Garcia

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Polônia se recusa a entregar pai cristão que fugiu da Suécia, depois que as autoridades colocaram suas filhas em uma família muçulmana 18
Imagem: Denis Lisov

Um tribunal na Polônia decidiu não extraditar o russo Denis Lisov, que fugiu da Suécia com suas filhas, após as autoridades colocarem as meninas em uma família adotiva muçulmana no país escandinavo, informou a TV polonesa TVP.

A decisão do tribunal polonês diz que o mandado de prisão de Lisov, emitido pela Suécia, viola seus direitos civis, pois Lisov foi obrigado a fugir com suas filhas. De acordo com o tribunal, as meninas haviam sido tomadas do pai e as condições para o retorno delas parecia impossível.

Entenda o caso
Em 2017, as autoridades suecas tomaram as crianças de Lisov, quando a mãe, com esquizofrenia, foi internada em um hospital. O conselho tutelar decidiu entregar as crianças a uma família muçulmana libanesa que morava na Suécia, considerando o pai como incapaz de cuidar de suas filhas porque não possuía um emprego em tempo integral.

A família russa não teve a oportunidade de defender seus direitos. As meninas não queriam ficar nesta nova família muçulmana, onde foram obrigadas a passar 1 ano e também, tão distante de seu verdadeiro pai (a 480 Km de distância).

Em março de 2019, Lisov se desesperou, tomou as suas filhas e decidiu voltar para a Rússia. Em abril, ele foi detido com suas filhas de 12, 6 e 4 anos de idade no aeroporto de Varsóvia, na Polônia, a caminho da Rússia. As autoridades suecas haviam relatado o desaparecimento de suas filhas. Então, Denis optou por solicitar asilo na Polônia.

Denis formalmente ainda mantém a custódia das filhas, mas a Suécia permitia a ele, apenas o direito de vê-las seis horas por semana.

Filhas
“As crianças têm um vínculo muito forte com o pai, me disseram que querem ficar com o pai e que o amam; não querem se separar dele”, disse a juíza polonesa, Janeta Seliga-Kaczmarek, ao jornal sueco Samhällsnytt, na primeira audiência em abril.

De acordo com a opinião de um psicólogo, as filhas estão muito ligadas ao pai e querem morar com ele.

“Elas não se sentiam seguras na família adotiva, o que poderia aprofundar seu estresse e resultar em distúrbios. O pai não pôde assistir a isso e as ações das autoridades suecas violaram o bem das crianças. As ações das autoridades suecas desconsideraram a sensibilidade das crianças vindas de uma família russa-europeia ”, disse o juiz deste último tribunal, Dariusz Łubowski.

Defesa
Segundo o advogado da família, o fato das crianças terem sido colocadas em uma família muçulmana de origem libanesa, apesar de terem sido criadas na fé cristã, também foi um fator importante na decisão de Lisov de fugir da Suécia levando-as consigo. Na Polônia, as crianças estão sob os cuidados do pai.

Por uma decisão judicial, as instâncias responsáveis pela aplicação da lei receberão uma solicitação para que a busca internacional por Denis Lisov seja removida. De acordo com esta decisão, nenhum país europeu extraditará Lisov e o risco de prisão só existirá na Suécia.

“Estou muito satisfeito com este veredicto. Nós salvamos a família. Lisov é pai e não um criminoso. Todos na Polônia: as autoridades tutelares, o Ministério Público, a polícia, os guardas de fronteira eram contra a separação desta família e não permitiram essa possibilidade ”, disse o advogado de Lisov.

Pai
Em conversa com os repórteres, o próprio pai não escondeu sua alegria, embora, segundo ele, estivesse muito preocupado até o último momento.

Lisov disse que estava satisfeito com o veredicto e que agora, aguardaria uma decisão sobre a obtenção de uma permissão de residência na Polônia. O russo espera que suas filhas frequentem o jardim de infância e a escola em Varsóvia já em setembro.

“Agora, o lado sueco tem a oportunidade de recorrer da decisão do tribunal, mas esperamos que eles não o façam”, concluiu o pai. Se extraditado, Denis Lisov poderá enfrentar quatro anos de prisão na Suécia.


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Correspondente Internacional na Europa. Cristã, casada, mãe e bacharel em Relações Internacionais.

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