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“Força será usada para proteger a fronteira se Erdogan abrir os portões”, diz primeiro-ministro húngaro Viktor Orbán

Thaís Garcia

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“Força será usada para proteger a fronteira se Erdogan abrir os portões”, diz primeiro-ministro húngaro Viktor Orbán 21
Imagem: Reprodução

O primeiro-ministro húngaro, Viktor Orbán, declarou que a Hungria seria forçada a “usar a força” na fronteira sul para proteger a União Europeia, se o presidente e ditador turco Erdogan cumprir sua promessa de “abrir os portões” e “inundar” a Europa com migrantes.

“Se a Turquia soltar centenas de milhares – além dos fluxos migrantes existentes – precisaremos usar a força para proteger a fronteira húngara e a fronteira sérvio-húngara e não desejo a ninguém que precisemos recorrer a isso”, disse Orbán.

Em 2015, Orbán construiu uma barreira de aço na fronteira sul da Hungria com a Sérvia para acabar com a rota de migração dos Balcãs, depois que centenas de milhares de migrantes do Oriente Médio fizeram o seu caminho para a Europa Ocidental, durante a crise migratória.

A Turquia está agora segurando uma “arma na cabeça” da UE. Erdogan e outras autoridades de alto escalão turco ameaçaram inundar a Europa com os quase 3,6 milhões de migrantes do Oriente Médio, atualmente detidos na Turquia.

“Estamos enfrentando a maior onda de migração da história. Se abrirmos as comportas, nenhum governo europeu poderá sobreviver por mais de seis meses. Aconselhamos que não experimentem nossa paciência”, ameaçou o ministro do Interior turco, Süleyman Soylu, em agosto deste ano.

E na semana passada, após críticas generalizadas à invasão militar da Turquia no nordeste da Síria por vários Estados membros da UE, Erdogan mais uma vez ameaçou “abrir os portões”.

“Vamos abrir os portões e enviar 3,6 milhões de refugiados para vocês”, disse Erdogan durante um discurso aos legisladores turcos.

Após as ameaças da Turquia, o primeiro-ministro grego, Kyriakos Mitsotakis, instou a OTAN a aumentar suas patrulhas navais no Mar Egeu para evitar um ataque de imigrantes ilegais que desembarcam na Grécia.

Nesta semana, durante uma entrevista à mídia estatal húngara, Orbán respondeu à altura.

“As próximas semanas decidirão o que a Turquia fará com essas pessoas. Ela pode guiá-las em duas direções: levá-las de volta à Síria ou levá-las para a Europa”, disse Orbán.

O ditador turco, Erdogan, deve visitar a capital húngara no início de novembro.

Com informações, Reuters e Voice of Europe.

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Correspondente Internacional na Europa. Cristã, casada, mãe e bacharel em Relações Internacionais.

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