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Encoberta pela mídia e pela polícia, violência anticristã na Europa atinge recorde em 2019

Thaís Garcia

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Imagem: Reprodução

Os ataques contra cristãos na Europa atingiram recordes em 2019, com hostilidade e vandalismo contra igrejas, escolas e monumentos cristãos varrendo o continente.

No início deste mês, o Conselho Internacional de Política do Instituto Gatestone publicou sua pesquisa sobre violência anticristã, depois de revisar centenas de reportagens e investigações de atendados realizadas por parlamentares e pela polícia. A pesquisa revelou que aproximadamente 3.000 atos de vandalismo, saques e espancamentos ocorreram no ano passado, ataques rotineiramente obscurecido pela mídia.

“A violência contra locais cristãos é mais difundida na França, onde igrejas, escolas, cemitérios e monumentos estão sendo vandalizados, profanados e queimados a uma taxa média de 3 por dia, segundo estatísticas do governo. Na Alemanha, ataques contra igrejas cristãs estão ocorrendo em uma taxa média de 2 por dia, de acordo com os policiais”, registrou o instituto em um relatório de 1º de janeiro.

“Aqueles que cometem crimes raramente são presos e as informações sobre suas identidades são encobertas por policiais e jornalistas”, afirma o Instituto Gatestone.

Segundo o instituto, muitos suspeitos são classificados como portadores de “transtornos mentais” e os atos de vandalismo, embora comprovadamente anticristãos, não são formalmente classificados como “crimes de ódio”.

Os atos hostis que foram documentados incluem casos de incêndio criminoso, defecação, profanação, pilhagem, zombaria, profanação, satanismo, roubo, micção e vandalismo, e muitas vezes os agressores nunca são pegos.

A violência é realizada por diferentes grupos, dependendo do país.

“Na França e na Alemanha, o aumento dos ataques anticristãos se encaixa com a recente imigração em massa do mundo islâmico. A falta de estatísticas oficiais sobre autores e motivos torna impossível saber com precisão quantos ataques podem ser atribuídos ao anticristianismo islâmico ou à causa jihadista”, comunicou o Instituto Gatestone em seu relatório.

“Na Espanha, por outro lado, ataques contra igrejas e cruzes são predominantemente realizados por anarquistas, feministas radicais e outros ativistas de extrema esquerda, que parecem estar se esforçando para que o cristianismo seja permanentemente removido da praça pública”, diz o relatório.

Os vândalos têm como alvo monumentos icônicos que testemunham desenvolvimentos importantes na história cristã.

Em julho, o Monumento Internacional à Reforma Protestante em Genebra, na Suíça, também chamado de Muro dos Reformistas ou Muro da Reforma, foi desfigurado com várias cores de tinta, as do arco-íris, o símbolo internacional do ativismo LGBT.

No final de 2019, uma igreja evangélica na cidade de Tübingen, na Alemanha, foi vandalizada com tinta spray e um micro-ônibus em frente à igreja foi posto em chamas. O grupo esquerdista que mais tarde assumiu a responsabilidade on-line foi chamado de “Célula Autônoma Feminista“.

O mesmo grupo atacou o jornalista cristão conservador Gunnar Schupelius em Berlim. Seu carro foi incendiado pelas esquerdistas, e ele e sua família foram seriamente ameaçados. Schupelius é conhecido por sua visão pró-vida e por sua luta contra o aborto na Alemanha.

Esse mesmo grupo ainda vandalizou outra igreja, a Igreja Católica St. Elisabeth, em Berlim, no distrito de Schoneberg, na noite de 8 a 9 de janeiro. De acordo com um artigo de 11 de janeiro no National Catholic Register, uma carta foi publicada posteriormente, online, explicando que o ataque foi uma resposta à igreja que hospedava os participantes da Marcha pela Vida (movimento contra o aborto), durante o evento que acontece em Berlim todo mês de setembro.

Outros relatos de perseguições contra cristãos na Europa podem ser lidos neste link.

Demografia política europeia

As estatísticas vêm em meio a análises recentes emergentes sobre uma cultura em mudança e uma demografia política na Europa, como no livro de 2017 de Douglas Murray, “A Estranha Morte da Europa: Imigração, Identidade, Religião”.

Em outro livro de 2019, O Arquipélago Francês, o autor e analista político Jérôme Fourquet observou que “na França há uma crescente descristianização, que está levando à ‘fase terminal’ da religião católica … Por centenas de anos, a religião católica estruturou profundamente a consciência coletiva da sociedade francesa. Hoje essa sociedade é a sombra do que era antes. Está ocorrendo uma grande mudança civilizacional”.

O Instituto Gatestone é uma organização internacional não governamental e um ‘think tank’ de política que trabalha para expor o que a grande mídia deixa de relatar, promovendo instituições democráticas, direitos humanos, independência energética e assegurando que o público esteja informado sobre as ameaças à liberdade individual, soberania e liberdade de expressão.

 

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Correspondente Internacional na Europa. Cristã, casada, mãe e bacharel em Relações Internacionais.

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