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A liberdade religiosa em jogo nas eleições parlamentares da Austrália

Thaís Garcia

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A liberdade religiosa em jogo nas eleições parlamentares da Austrália 14
Rick Rycroft/AP

Neste sábado (18), o primeiro-ministro da Austrália do Partido Liberal de direita, Scott Morrison, foi reeleito nas eleições legislativas, contrariando as pesquisas de intenção de votos – estas apontavam favoritismo do candidato do Partido Trabalhista de esquerda, Bill Shorten.

De acordo com as pesquisas, Bill Shorten e seu Partido Trabalhista estiveram na liderança nos últimos meses, e demonstravam estar com 52% dos votos contra 48% do atual primeiro-ministro Scott Morrison.

Coalizão australiana mantém maioria

O Partido Liberal de direita, forma uma coalizão com o Partido Nacional, menor e mais socialmente conservador. Esta coalizão do primeiro-ministro australiano, Scott Morrison, também manterá uma maioria no parlamento após as eleições.

Isto foi anunciado na segunda-feira pelo comitê eleitoral. O Partido Liberal de Morrison e o Partido Nacional chegam a pelo menos 76 assentos.

O canal de notícias australiano ABC acredita que os liberais certamente arcarão mais 1 assento, levando a coalizão para 77 dos 151 assentos. Em três regiões, que representam 1 assento, nem todos os votos foram contados.

Embora a coalizão seja a mesma, o governo mudará. Vários membros do parlamento saíram. E Morrison poderá usar essa oportunidade para implementar novas metas políticas.

Surpresa

A vitória de Morrison é uma grande surpresa. O Partido Trabalhista liderou o caminho em todas as pesquisas. Depois da derrota, o líder do partido, Bill Shorten, decidiu deixar a liderança.

Na celebração, o primeiro-ministro disse sempre acreditar “em milagres” e que essa foi uma vitória dos australianos silenciosos que o apoiam.

Liberdade religiosa

Os cristãos na Austrália temiam uma vitória do Partido Trabalhista, que resultaria na redução da liberdade religiosa no país, dadas às leis em andamento. Mas agora, este novo governo é que determinará a direção nos próximos anos, especialmente no campo da ética.

Especificamente, a respeito à alteração da “Lei de Discriminação Sexual”. Há propostas parlamentares pendentes para retirar a isenção das escolas cristãs que ainda desfrutam desta isenção na lei. As escolas cristãs só não estão sendo acusadas de discriminação até hoje, devido a esta proteção na lei. Elas não são obrigadas a inserir aulas em que os relacionamentos homossexuais são ensinados como normais, e nem mesmo admitir alunos e professores que não apoiem as normas bíblicas em suas instituições.

As propostas para limitar ou mesmo abolir essa isenção vêm do impulso do movimento ativista LGBT. Ativistas deste movimento se esforçam para tornar os padrões cristãos subordinados à esta lei australiana. O Partido Trabalhista Australiano é extremamente favorável às ideias desse movimento; e mais do que antes, o partido apoiou durante toda a campanha esses ativistas.

O que chama a atenção é que esses ativistas se concentram menos nas igrejas e se opõem mais fortemente às diretorias das escolas cristãs, tanto no ensino primário quanto no superior. Dessa forma, criam um grande empecilho para que as escolas cristãs decidam por si próprias, sobre a política de admissão de alunos e sobre a nomeação de professores que apoiam as normas bíblicas, quando se trata de identidade de gênero e casamento.

A “Associação de Ação Política Reformada” (ARPA), uma organização cristã conservadora na Austrália que promove valores e normas cristãs entre os políticos, acredita que o movimento LGBT explicita a identidade de gênero como verdade absoluta e quer torná-la um conceito acima do que a Bíblia ensina.


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Correspondente Internacional na Europa. Cristã, casada, mãe e bacharel em Relações Internacionais.

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