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O que ocorreu ao Parler é um alerta para os serviços de hospedagem online de igrejas e sites conservadores

Thaís Garcia

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Imagem: Reprodução

Na noite de domingo para segunda-feira (11), a rede social Parler foi colocada deliberadamente fora do ar pela Big Tech. O Parler não conseguiu encontrar servidores para seu site depois que a Amazon decidiu não hospedá-los mais e a mensagem foi clara – você não tem escolha.

Depois de ser banido do serviço de hospedagem na web da Amazon e de praticamente todas as grandes lojas de aplicativos, a rede social Parler pode ter encontrado um novo lar na web, deixando ansiosos todos aqueles que desejam uma mídia social de expressão livre. Embora o site permaneça off-line, a empresa registrou seu domínio e servidor com a Epik, outra empresa de soluções de internet. Embora confirmem que rede social comprou serviços da Epik, parece que nenhuma das empresas ainda entrou em acordo para hospedar a plataforma.

Há cerca de um ano, após o vírus chinês causar um caos e uma crise global, houve uma mudança na vida de toda a comunidade internacional. Após as imposições de lockdowns e a proibição de reuniões em locais públicos e até mesmo privados, a maioria dos cidadãos transferiu suas atividades para quase tudo online. Para muitos, todos os serviços bancários, compras de supermercado, educação, interação social, reuniões e cultos religiosos, trabalho e eventos diversos se tornaram virtuais.

Talvez uma das maiores mudanças para os cristãos é que muitos mudaram a forma de comunhão com outros irmãos na fé, agora ‘online’. No entanto, muitos cristãos descobriram rapidamente a censura e que muitas de suas mensagens não estão sendo permitidas nas plataformas online.

Uma igreja cristã em Moscou teve seus cultos transmitidos online proibidos, depois que o pastor compartilhou como os cristãos deveriam responder durante a crise causada pelo vírus chinês. Os vídeos da igreja foram suspensos exatamente pelo mesmo motivo que a China prendeu médicos em Wuhan, quando tentaram alertar a comunidade internacional sobre o coronavírus. A China justificou a prisão destes médicos alegando que eles “espalhavam informações falsas”.

Líderes cristãos de renome como o reverendo Franklin Graham, Kirk Cameron e Sean Feucht foram todos banidos ou censurados com a desculpa de estariam “espalhando informações falsas”.

Em novembro, o pastor americano Greg Locke foi banido do Facebook depois de simplesmente se oferecer para pagar as despesas de transporte de membros desempregados da igreja que desejassem participar do culto durante o lockdown de Covid-19. Suas postagens foram marcadas pelo Facebook por “disseminar informações falsas”. Parece que as empresas de mídia social do ocidente aprenderam muito com o Partido Comunista Chinês.

Ao colocar os cultos religiosos em plataformas digitais, os gigantes da mídia social podem monitorar o que está sendo dito através de tecnologias avançadas e garantir que esteja de acordo com o que eles permitem. No início, as plataformas eram relativamente livres e abertas, mas lentamente notou-se que há um número crescente de exemplos de pastores cristãos e outros conservadores sendo censurados ou banidos.

A nova narrativa está impondo a ideia de que se uma igreja se reúne pessoalmente, ela é ‘um perigo para a sociedade’, mas se ela se encontra online, ela está fazendo ‘algo bom’. Então, grande parte dos cristãos se conformou em ‘se encontrar online’. No entanto, quando uma igreja estiver online, ela poderá compartilhar apenas o que é permitido de acordo com as diretrizes das empresas online. Se uma igreja compartilhar algo que vai contra a ideologia permitida pela Big Tech, então ela será classificada como alguém que está “espalhando informações falsas” e será censurada. Se um cristão ou um conservador não cumprir as regras online – a igreja não poderá mais se reunir ou o conservador será banido das plataformas digitais.

Essa censura é essencial para garantir que ideias e crenças contrárias não sejam disseminadas. Essas gigantes Big Tech representam líderes mundiais que estão tentando ditar aos cristãos e aos conservadores o que é aceitável e o que não é em suas mensagens. Eles estão definindo as diretrizes até mesmo “bíblicas” e essas diretrizes são facilmente aplicadas àqueles que se encontram principalmente online.

Então, qual será a alternativa online para que cristãos e conservadores possam continuar exercendo seu direito de liberdade de expressão e de liberdade religiosa?

O que ocorreu ao Parler é um sinal de alerta para nos prepararmos para uma mudança que tornará cada vez mais difícil a pregação da Palavra de Deus e dos princípios e valores conservadores. Os ‘donos’ das plataformas sociais estão trabalhando arduamente para garantir que as alternativas aos seus serviços sejam cada vez menores.

Esta é uma das razões pelas quais cristãos e conservadores, principalmente os empresários, precisam criar e investir em alternativas para que possam continuar a exercer sua liberdade de expressão sem o receio de serem monitorados e censurados.

 

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