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Análise | Resposta a uma epidemia viral: Tratamento na fase inicial x Vacina e seu risco/benefício

Thaís Garcia

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Image by Miguel Á. Padriñán from Pixabay

À medida que a campanha de vacinação toma forma em vários países e governos tentam intensificar seus esforços, surgem relatos de efeitos colaterais que podem estar relacionados à vacina contra covid-19.

EUA

Como parte do rastreamento dos efeitos colaterais da campanha de vacinação contra a Covid-19, foi relatado recentemente que o obstetra de Miami, de 56 anos, Gregory Michael, morreu devido a uma suspeita de reação catastrófica à vacina contra Covid-19 da Pfizer .

Um profissional de saúde no Alasca apresentou uma “reação grave” e foi posteriormente hospitalizado após receber uma dose da vacina contra a covid-19 da Pfizer, de acordo com o The New York Times. O trabalhador não tinha “histórico de alergia a medicamentos”, segundo o jornal, acrescentando que “não está claro se ele ou ela sofria de outros tipos de alergia, de acordo com uma pessoa familiarizada com o caso”.

México

Em Monterrey, no México, uma médica internista apresentou efeitos adversos após receber a vacina Pfizer contra covid-19, e precisou ser internada em um hospital. Karla Cecilia Pérez Osorio, de 32 anos, está consciente, mas teve sequelas como dificuldade para articular palavras e também para mover pernas e braços, segundo sua família.

A prima da internista, Carolina Rivas Gallardo, disse à mídia mexicana que Karla apresentou “formigamento nos lábios e nas extremidades, deram-lhe um medicamento e ela voltou ao trabalho, mas 20 minutos depois apresentou paralisia dos braços, das pernas, várias convulsões, até ficar inconsciente”.

Ángel Palestino Gallardo, marido da médica, e sua prima relataram que embora Karla tenha evoluído, ela pode ter sequelas. Eles também pediram às autoridades de saúde que investiguem e não minimizem o caso de Karla.

Em nota, o Ministério da Saúde comentou que Karla Cecilia Pérez Osorio apresentava quadro de erupção cutânea, convulsões, diminuição da força muscular, paralisia de braços e pernas, convulsões frequentes e dificuldade respiratória.

A farmacovigilância no México determinou que o caso de Karla deve ser estudado para determinar se a reação alérgica é decorrente de seu próprio estado de saúde, já que ela tem histórico de alergia a medicamentos como o trimetoprima com sulfametoxazol, usado para infecções, ou faz parte de um evento relacionado à vacinação.

Suécia

Na Suécia, o número de mortes relatadas pela Agência de Produtos Médicos da Suécia (MPA) como suspeitas de efeitos colaterais da vacina contra covid-19 aumentou rapidamente. Recentemente, 43 dessas mortes foram registradas, de acordo com o último relatório da agência governamental, que é responsável pela regulamentação e vigilância do desenvolvimento, fabricação e venda de medicamentos no país.

Em 25 de janeiro, a MPA havia relatado que o número de mortos após a vacinação chegou a 23. Outras 19 mortes foram relatadas, relacionadas à vacina Comirnaty, da Pfizer/BioNTech e uma outra ligada à vacina da Moderna, elevando o número total para 43 mortes, de acordo com um relatório atualizado nesta quinta-feira (28).

A agência governamental informou que recebeu um total de 390 notificações de suspeitas de efeitos colaterais relacionados à vacina contra a covid-19, das quais 145 são classificadas como graves. Essas notificações foram feitas por parte dos profissionais de saúde e particulares em um dos vários esforços para monitorar a eficácia e a segurança das vacinas.

Noruega

Na Noruega, autoridades de saúde disseram que as vacinas contra a Covid-19 podem ser muito arriscadas para os muito idosos e doentes terminais, segundo informações da Bloomberg. Eles disseram que 23 pessoas morreram no país pouco tempo depois de receberem a primeira dose da vacina. Dessas mortes, 13 foram autopsiadas, com os resultados sugerindo que os efeitos colaterais comuns podem ter contribuído para reações graves em idosos frágeis, de acordo com a Agência Norueguesa de Medicamentos.

“Para aqueles com fragilidade mais severa, mesmo os efeitos colaterais relativamente suaves da vacina podem ter consequências graves”, disse o Instituto Norueguês de Saúde Pública. “Para aqueles que têm uma vida restante muito curta, o benefício da vacina pode ser marginal ou irrelevante”.

A Noruega aplicou pelo menos uma dose em cerca de 33.000 pessoas, com foco naquelas consideradas de maior risco se contraírem o vírus, incluindo os idosos. A vacina Pfizer-BioNTech aprovada no final do ano passado tem sido usada de forma mais ampla, com uma vacinação semelhante a da Moderna Inc., aprovada no início deste mês e que agora também está sendo administrada.

De 29 casos de efeitos colaterais potenciais investigados pelas autoridades norueguesas, quase três quartos ocorreram em pessoas com 80 anos ou mais, disse o regulador em um relatório de 14 de janeiro.

França

Na França, um paciente de risco morreu em uma casa de saúde duas horas depois de ser vacinado, mas as autoridades disseram que, devido ao histórico médico anterior do paciente, não há indicação de que a morte estava ligada à vacina. A agência francesa de segurança farmacêutica relatou 4 casos de reações alérgicas graves e 2 incidentes de batimento cardíaco irregular após a vacinação.

Grã-Bretanha

Em dezembro do ano passado, o Serviço Nacional de Saúde (NHS) da Grã-Bretanha confirmou que estava fornecendo “instalações de reanimação” em centros de vacinação, após relatos de dois indivíduos que sofreram reações anafiláticas após receber a vacina. Estes dois profissionais de saúde teriam histórico de reações alérgicas.

Suíça

A Suíça decidiu esperar até que haja dados suficientes sobre os efeitos colaterais.

E em outros países, como Brasil, África do Sul e Macedônia do Norte, estão aprovando o uso da ivermectina como tratamento para a covid-19, e também em fase inicial.

Mas sobre o tratamento da covid-19 em fase inicial pouco se fala. E quando o assunto é mencionado, a censura é aplicada para silenciar vozes que, com base científica e resultados promissores vistos durante o período da epidemia mundial, defendem o tratamento precoce, que poderia estar evitando complicações causadas pela doença e muitas mortes; como o caso da cidade de Porto Feliz, onde a implementação do tratamento precoce deu certo.

Pilares da resposta da saúde a uma epidemia viral

O cardiologista e vice-presidente de medicina do Baylor University Medical Center, Prof. Peter McCullough, publicou um estudo que assume quatro pilares da resposta da saúde a uma epidemia viral: o controle do contágio por meio de várias medidas, como gestos de barreiras, tratamento na fase inicial, atendimento hospitalar e a vacina ou imunidade de grupo.

Nos Estados Unidos, em outubro, sob a influência do senador Johnson, dos professores Peter McCullough e Harvey Risch, o médico Peter Kory testemunhou sob juramento perante a Comissão de Inquérito do Senado americano sobre o Tratamento em Estágio Inicial. Dr. Kory relembrou a base fundamental de uma resposta a uma epidemia viral com os 4 pilares acima mencionados no estudo.

Segundo os doutores, a análise risco-benefício de cada decisão/tratamento deve ser feita no seu pilar de referência e em perspectiva em relação aos demais pilares.

Apesar de já existir mais de 200 estudos científicos publicados a favor do tratamento precoce (veja os estudos neste link), autoridades de saúde de vários países estão se esforçando para declarar que “não há tratamento na fase inicial”.

O conselho estadual italiano já reabilitou a hidroxicloroquina como tratamento, apoiando assim o pedido de 150 médicos cujo relatório científico completo foi elaborado por médicos e cientistas de renome sem qualquer vínculo de interesse. O Tribunal de Roma também decidiu que as decisões de controle da população eram ilegais e inconstitucionais.

Já a vacina ou terapia gênica se enquadra no quarto pilar e mesmo sua eficácia ainda não sendo estabelecida, nem seus efeitos colaterais, a vacinação em larga escala já começou em vários países.

Em uma entrevista exclusiva ao Daily Mail, a esposa do médico de Miami que morreu 16 dias após receber a vacina contra covid-19 da Pfizer, enquanto gozava de perfeita saúde, diz ter certeza de que a morte de seu marido foi provocada pela vacina. A empresa Pfizer está investigando a morte do médico com uma suspeita de ligação com a vacina.

Heidi Neckelmann disse que seu marido estava com excelente saúde até receber a vacina, em 18 de dezembro, no Mount Sinai Medical Center. No entanto, ele morreu de derrame hemorrágico – quando o sangue de uma artéria sangra para o cérebro – antes que pudesse fazer a cirurgia.

A esposa também disse: “Eles o testaram para qualquer coisa que você possa imaginar, até mesmo câncer, e não havia absolutamente nada de errado com ele.”

“Ele se sentia 100%, estava normal, cheio de energia, feliz. Mas eles disseram que não podíamos ir para casa, que era incrivelmente perigoso, que poderíamos ter um sangramento cerebral e morrer.”

A vacina foi anunciada como “um passo extraordinário na luta contra a Covid-19”, depois de ser analisada por organizações globais de saúde em tempo recorde e liberada para uso nos Estados Unidos uma semana antes de Gregory recebê-la.

Em vez de um vírus vivo, a vacina da Pfizer usa mRNA, ou RNA mensageiro, que é basicamente um conjunto de instruções que diz às células como fazer uma proteína spike, a mesma proteína encontrada na superfície do vírus chinês.

O site da FDA alerta apenas sobre possíveis efeitos colaterais que duram vários dias, incluindo dor no local da picada da agulha da vacina, fadiga, dor de cabeça, dores musculares, calafrios, dores nas articulações e febre.

A vacina da Pfizer e outra da Moderna são as únicas vacinas autorizadas nos Estados Unidos e, até o momento, foram administradas cerca de 4,8 milhões de doses.

Os Centros para Controle e Prevenção de Doenças afirmam que, até o momento, apenas 21 pessoas sofreram reações alérgicas graves de 14 a 23 de dezembro após a administração de cerca de 1,9 milhões de doses iniciais da vacina desenvolvida pela Pfizer Inc. e BioNTech SE. Isso é uma incidência de 11,1 casos por milhão de doses, de acordo com os dados informados pelas autoridades.

A esposa do Dr. Gregory Michael, Heidi Neckelmann, postou em seu Facebook, uma mensagem após a morte do marido.

“O amor da minha vida, meu marido Gregory Michael MD, um obstetra que trabalhou no Centro Médico Mount Sinai, em Miami Beach, morreu anteontem devido a uma forte reação à vacina contra a Covid.”

“Ele era uma pessoa de 56 anos muito saudável, amado por todos na comunidade, ajudou a nascer centenas de bebês saudáveis e trabalhou de forma incansável na pandemia.”

“Ele foi vacinado com a vacina Pfizer no MSMC em 18 de dezembro e 3 dias depois viu um forte conjunto de petéquias nos pés e mãos, o que o fez chamar atenção no pronto socorro do MSMC. O hemograma que foi feito à chegada mostrou que a sua contagem de plaquetas era 0 (uma contagem normal de plaquetas varia de 150.000 a 450.000 plaquetas por microlitro de sangue). Ele foi internado na UTI com diagnóstico de ITP aguda [trombocitopenia grave] causada por uma reação à vacina contra a covid. Uma equipa de médicos especialistas tentou durante 2 semanas aumentar a sua contagem de plaquetas sem sucesso. Especialistas de todo o país estiveram envolvidos nos cuidados dele. Independentemente do que fizeram, a contagem de plaquetas recusou-se a subir. Ele estava consciente e forte durante todo o processo, mas 2 dias antes de uma cirurgia de última instância, teve um AVC hemorrágico causado pela falta de plaquetas, que lhe tirou a vida em questão de minutos.”

“Ele era um defensor da vacina, por isso é que ele próprio a tomou.”

“Acredito que as pessoas devem estar cientes que efeitos colaterais podem acontecer, que não é bom para todos, e neste caso, destruiu uma vida linda, uma família perfeita, e afetou tantas pessoas na comunidade.”

“Não deixes que a sua morte seja em vão, por favor, salve mais vidas fazendo destas informações, notícia.”

Dr. Gregory Michael e Heidi Neckelmann eram casados há 21 anos e se relacionavam há 28 anos. Heidi disse que a filha de 15 anos do casal está lutando para assimilar que seu pai amoroso se foi: “Ambos eram músicos. Eles tocavam violão juntos. Eles tiveram a maior conexão de todos os tempos”, disse Heidi ao Daily Mail.

“Não vou deixar minha filha ou qualquer outra pessoa da minha família tomar a vacina agora, não até sabermos que eles eliminaram todos os erros e garantirem que é segura. Não quero que pessoas adoeçam de Covid e não sou contra vacinas, mas precisamos desacelerar as coisas”, acrescentou.

“Eles estão dando esta vacina para algumas das pessoas mais importantes, os médicos e enfermeiras que cuidam de nós, bem como os idosos, os mais vulneráveis. Como médico, meu marido não gostaria que ninguém tomasse algo que não fosse seguro”, concluiu Heidi.

Heidi Neckelmann também disse: “Na minha opinião, a morte dele foi 100% relacionada à vacina. Não há outra explicação”.

Um porta-voz da Pfizer disse ao Daily Mail que a empresa está investigando a morte de Gregory, mas não acredita que tenha algo a ver com a vacina.

Se a morte de Gregory Michael estiver diretamente ligada à vacina, ele seria o primeiro caso confirmado e conhecido no mundo de uma pessoa morrendo após receber a vacina contra a covid-19.