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Linguista do Departamento de Defesa dos EUA é presa por espionagem

Thompson acessou dezenas de arquivos referentes a fontes de inteligência humana.

Guilherme L. Campos

Publicado

em

AFP

Mariam Taha Thompson, de 61 anos, foi acusada nesta quarta-feira (4) no Distrito de Columbia de transmitir informações de defesa nacional classificadas altamente sensíveis a um estrangeiro com aparentes conexões com o Hezbollah, organização designada como terrorista pelo Secretário do Estado, Mike Pompeo. 

De acordo com o Departamento de Defesa, Thompson coletou e transmitiu informações classificadas de defesa nacional sobre ativos humanos, incluindo seus nomes verdadeiros. Ao comprometer as identidades desses ativos humanos, colocado a vida dessas pessoas em risco.

Thompson foi presa por agentes especiais do FBI em 27 de fevereiro, em uma instalação militar fora dos EUA, onde trabalhou como linguista contratada e possuía uma autorização de acesso para assuntos “top secret”, ou de máxima  segurança, do governo americano.

A investigação que levou a prisão da linguista revelou que, a partir de 30 de dezembro de 2019, um dia após ataques aéreos dos EUA contra forças apoiadas pelo Irã no Iraque, e no mesmo dia que manifestantes invadiram a embaixada dos EUA no Iraque para protestar contra esses ataques, registros de auditoria mostram um mudança notável na atividade de rede de Thompson nos sistemas classificados do Departamento de Defesa dos Estados Unidos, incluindo acesso repetido a informações classificadas que não interessavam às suas funções.

Por um período de seis semanas, entre 30 de dezembro de 2019 e 10 de fevereiro de 2020, Thompson acessou dezenas de arquivos referentes a fontes de inteligência humana, incluindo nomes verdadeiros, dados de identificação pessoal, históricos e fotografias de pessoas.

“Enquanto estava em uma zona de guerra, a réu forneceu informações confidenciais de defesa nacional, incluindo os nomes de indivíduos que ajudam os Estados Unidos, a um cidadão libanês localizado no exterior”, disse o procurador-geral adjunto de Segurança Nacional John C. Demers. “Se for verdade, essa conduta é uma desgraça, especialmente para alguém que atua como contratado nas forças armadas dos Estados Unidos. Essa traição ao país e aos colegas será punida.”

“A conduta alegada nesta denúncia é uma grave ameaça à segurança nacional, coloca vidas em risco e representa uma traição às nossas forças armadas. As acusações que realizamos hoje devem servir como um aviso para quem considerar a divulgação de informações classificadas de defesa nacional a uma organização terrorista “, disse o procurador para o Distrito de Columbia, Timothy J. Shea.

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Católico, Conservador, Correspondente Internacional, Observador Político e criador do 'Direto da América'. Atualmente vive no estado da Pensilvânia, Estados Unidos.

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