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União Europeia ajuda gregos a bloquear fronteiras

Thaís Garcia

Publicado

em

Imagem: Frontex

A Agência Europeia da Guarda de Fronteiras e Costeira (Frontex) está enviando reforços adicionais à Grécia. Trata-se de sete navios, dois helicópteros, um avião, veículos e 100 guardas extras de fronteira. A Grécia também está recebendo 700 milhões de euros em assistência financeira e equipamentos médicos.

Os dois diretores mais importantes da UE, o presidente Charles Michel e a presidente da Comissão, Ursula Von der Leyen, fizeram uma visita à fronteira oriental grega na terça-feira (3) para mostrar que a UE está levando a invasão a sério.

“As preocupações gregas são as nossas preocupações. Esta não é apenas uma fronteira grega, é também uma fronteira europeia”, disse Von der Leyen.

Na presença de seu anfitrião, o primeiro-ministro Kyriakos Mitsotakis, Michel e Von der Leyen enviaram um sinal claro a todos os imigrantes que se reuniram no lado turco para entrar na Grécia. Eles enfrentam soldados e agentes gregos que os impedem de entrar. A luta começou novamente.

Escudo europeu
Também para o ditador turco, Recep Tayyip Erdogan, que na sexta-feira (28) decidiu abrir os portões da Turquia para os migrantes a caminho da Europa, as autoridades da UE enviaram uma forte mensagem.

“Manter a ordem na fronteira da Grécia é nossa principal prioridade. A Grécia é um escudo europeu”, disse Von der Leyen.

“Isso não é mais um problema de refugiados. A Turquia está abusando de pessoas desesperadas por sua própria agenda geopolítica”, disse Kyriakos Mitsotakis, primeiro-ministro da Grécia.

Leia também: A linguagem chantagista de Erdogan e o ponto fraco da Europa

Peões de xadrez
O primeiro-ministro Mitsotakis condenou a decisão da Turquia de violar os acordos feitos com a UE em 2016, sobre a recepção de imigrantes na Turquia – em troca de bilhões de euros. O ditador Erdogan abriu sua fronteira com a Grécia porque quer que a UE apoie sua interferência militar em Idlib.

A Turquia está em um conflito perigoso com o presidente sírio Bashar al-Assad e seu aliado russo Vladimir Putin. No noroeste da Síria, onde a Turquia oferece apoio aos rebeldes, 55 soldados turcos já morreram. Na quinta-feira (27), 33 soldados morreram em ataques aéreos em Idlib, a maior perda turca desde que o país entrou na guerra em 2016.

Erdogan quer impedir que seu país seja sugado para a guerra civil síria e agora quer que a UE, ou melhor ainda, a OTAN, se envolva e o ajude. No entanto, a aliança não quer interferir no conflito.

“Para Erdogan, os imigrantes são peões em um tabuleiro de xadrez, armas para pressionar a União Europeia”, disse Kurz, que aumentou seus próprios guardas de fronteira.

 

 

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