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UE planeja estratégia com EUA para monitorar “ações e ambições” da China

Thaís Garcia

Publicado

em

Imagem: Reprodução

A União Europeia (EU) planeja marcar reuniões com os EUA para lidar com as crescentes ameaças da China, segundo o chefe de política externa do bloco.

Tudo isso aconteceu depois que o chefe de política externa ligou para o secretário de Estado dos EUA, Mike Pompeo, na segunda-feira (15). Josep Borrell, Alto Representante da UE para os Negócios Estrangeiros, disse: “Eu sugeri iniciar um diálogo bilateral distinto com foco na China e nos desafios que suas ações e ambições significam para nós – os Estados Unidos e a União Europeia”.

Esses comentários vêm dias antes da reunião UE-China, devido à falta de compromisso da China em ampliar o acesso ao mercado e criar condições de concorrência equitativas para as empresas europeias na China.

O Departamento de Estado dos EUA fez um comentário oficial sobre se houve ou não um acordo bilateral entre os dois lados.

Em comunicado, a porta-voz do departamento, Morgan Ortagus, disse que Pompeo e seus colegas europeus discutiram a importância de “manter nosso compromisso compartilhado com os valores democráticos que servem de baluarte contra as tentativas da Rússia e da República Popular da China de minar as sociedades democráticas”.

Josep Borrell disse que a UE e os EUA trocaram opiniões sobre a “crescente assertividade da China em muitas frentes”.

“Existem problemas que enfrentamos juntos no relacionamento com a China e onde nossa estreita cooperação é muito importante para resolvê-los em conjunto. Isso inclui com certeza a situação em Hong Kong. É importante permanecer junto com os EUA para compartilhar preocupações e buscar bases comuns para defender nossos valores e interesses”, disse Borrell sobre sua ligação com Pompeo.

Apesar dos sinais de que a UE parece agora estar escolhendo trabalhar com os EUA, houve um sinal conflitante em um post recente, no domingo (14), em que Borell comentou que a UE não formaria uma aliança transatlântica com os EUA sobre a China.

No post do blog, ele escreveu: “Em meio às tensões EUA-China como o principal eixo da política global, a pressão para ‘escolher lados’ está aumentando. Nós, como europeus, temos que fazer isso ‘My Way’ [da nossa maneira], com todos os desafios que isso traz”.

Embora Borrell ainda não esteja disposto a divulgar mais detalhes, os consultores dos EUA sugeriram que eles ainda poderiam criar um canal útil para manter um ao outro informado.

“Pode não ser uma aliança oficial, mas mais um arranjo informal em que os dois poderes discutem diferenças e, em alguns casos, forjam uma abordagem comum .”

 

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Cristã e Correspondente Internacional na Europa.

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