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Trump anuncia Mike Pence no comando das ações contra coronavírus; voos do Brasil não serão banidos no momento

Guilherme L. Campos

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Em coletiva de imprensa realizada na noite de hoje (26) na Casa Branca, acerca da situação do coronavírus nos Estados Unidos, o presidente Donald Trump, em conjunto com diversas autoridades e especialistas da área de saúde, incluindo o secretário de Saúde Alex Azar e a diretora do Centro de Controle de Doenças (CDC), Anne Schuchat, anunciou o vice-presidente Mike Pence como responsável por coordenar a força-tarefa de resposta à doença que ameaça se espalhar por solo americano nas próximas semanas e meses.

Pence, que já foi governador do estado de Indiana, será o responsável por toda coordenação entre agências federais e autoridades estaduais e locais nos esforços de minimização dos efeitos da doença pelo país. Será Pence que reportará diretamente ao presidente sobre o assunto e não mais o secretário do Departamento de Saúde.

Durante a entrevista o presidente procurou minimizar previsões mais radicais sobre a disseminação do coronavírus nos Estados Unidos. Ele citou a gripe comum como exemplo de um problema maior no país. O presidente disse que o número de pessoas mortas anualmente no país pela gripe comum é de 25 mil a 59 mil. Para o presidente não há razão para pânico em relação ao coronavírus nesse momento.

Nos EUA,  há 15 casos confirmados da doença até o momento.

Americanos no carnaval do Brasil

Uma repórter citou o primeiro caso da doença na América Latina, confirmado ontem (25), em São Paulo. A repórter citou que há nesse momento muitos americanos participando das festas de carnaval no Brasil e perguntou se o presidente planejava algo a respeito. Em resposta, Trump disse que trabalha muito bem com o Brasil, elogiou o presidente Jair Bolsonaro, mas reforçou que até agora trata-se de apenas um caso, e não demonstrou preocupação em relação a esse fato. Também deixou claro que não há motivo para nenhuma medida mais agressiva em relação ao país, como banimento de voos vindos do Brasil.

Apesar de não considerar o banimento de voos no momento, Trump disse que isso pode ocorrer no futuro envolvendo países atingidos de maneira mais significativa pelo coronavírus, como Itália, Coréia do Sul e outros que se mostrem potenciais disseminadores da doença.

Viagens de verão 

Com o verão se aproximando nos EUA, Trump foi perguntado se os americanos deveriam se preocupar com as viagens muito comuns nessa época do ano, uma vez que coincide com as férias escolares. Trump disse que as pessoas precisam ser flexíveis e talvez viajar somente dentro do país.

Quarentena em massa nos EUA

Trump também confirmou que o governo federal está preparando um plano para quarentena em massa nos EUA no caso de necessidade, mas reforçou novamente que não é o caso no momento.

Vacina

Não há expectativa de uma vacina contra o coronavírus disponível para o público nos EUA em até um ano, uma vez que há diversos protocolos a serem cumpridos antes de disponibilizar a imunização, mas o presidente confirmou que o país já está trabalhando no desenvolvimento de uma vacina.

Dinheiro para o combate da doença 

Trump disse que os 2,5 bilhões de dólares requisitados ao Congresso americano ontem serão suficientes no momento mas disse não se importar se os legisladores liberarem mais recursos. Trump foi criticado por democratas por estar solicitando poucos recursos, o que não seria suficiente, segundo eles, para dar a resposta necessária. O presidente disse que deixará o Congresso decidir quanto de recurso será disponibilizado para as ações propostas pela Casa Branca.

O secretário de saúde, Alex Aznar, disse que os recursos solicitados serão utilizados para ações de monitoramento, ações de nível estadual e local, desenvolvimento de uma vacina e para compra de suprimento e equipamentos como máscaras faciais, que já faltam nas prateleiras de quase todas as farmácias dos Estados Unidos.

Pessimismo no mercado financeiro

Após mais um dia de grandes prejuízos no mercado financeiro, Trump não depositou todo o pessimismo na conta do coronavírus mas também no medo dos investidores com o nível dos pré-candidatos democratas à Casa Branca.

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Católico, Conservador, Correspondente Internacional, Observador Político e criador do 'Direto da América'. Atualmente vive no estado da Pensilvânia, Estados Unidos.

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