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‘Só Deus me tira da cadeira presidencial’, diz Bolsonaro sobre possível processo de impeachment

Presidente disse que sabe onde está o ‘câncer’ do Brasil.

Raul Holderf Nascimento

Publicado

em

Isac Nóbrega | PR

O presidente Jair Bolsonaro afirmou nesta quinta-feira (14) que apenas Deus pode tirá-lo da cadeira presidencial.

A declaração ocorre em meio à recente notícia de que a ministra Cármen Lúcia, do Supremo Tribunal Federal (STF), estabeleceu o prazo de até cinco dias para o presidente da Câmara dos Deputados, Arthur (PP-AL), justificar os motivos de não ter analisado as petições de impeachment que já foram protocoladas na Casa.

Em reação, o presidente fez a seguinte declaração:

“Eu não quero me antecipar e falar o que acho sobre isso, mas digo uma coisa: só Deus me tira da cadeira presidencial e me tira, obviamente, tirando a minha vida. Fora isso, o que estamos vendo acontecer no Brasil não vai se concretizar. Mas não vai mesmo. Não vai mesmo”, assegurou Bolsonaro durante a live semanal que realiza nas redes sociais.

Na sequência, ele disse que vai aguardar a resposta de Arthur Lira.

Durante a live semanal, que ocorre sempre às quintas-feiras, o presidente voltou a dizer que o país se aproxima de um ‘limite’, mas sem mencionar diretamente o que ele quer dizer com essa colocação.

Conforme antecipou o Conexão Política, o presidente afirmou nesta semana que espera uma sinalização do povo para tomar as providências necessárias contra as medidas de restrições aplicadas por governadores e prefeitos.

Na live de hoje, Bolsonaro disse que o governo vai “agir dentro das quatro linhas da Constituição para restabelecer a ordem no Brasil”.

“Lamento muito pelo futuro do nosso Brasil. E o que eu posso fazer? A gente só ganha a guerra se tiver informações, se o povo estiver bem informado, consciência do que está acontecendo. Alguns querem que seja imediatista. Eu sei o que tem que fazer, dentro das quatro linhas da Constituição.”

Em tom incisivo, o mandatário completou:

“Se o povo cada vez mais se inteirar, se informar, cutucar seu vizinho, mostrar qual o futuro do nosso Brasil, a gente ganha essa guerra. Eu sei onde está o câncer do Brasil. Se esse câncer for curado, o corpo volta a sua normalidade. Estamos entendidos? Se alguém acha que tem que ser mais explícito, lamento ”, afirmou.

Jornalista, professor e comentarista político. Cobre os bastidores de Brasília no Conexão Política.