Reservas Amazonenses de Nióbio totalizam quase três vezes o PIB do Brasil inteiro

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Imagem: Divulgação | Conexão Política

A riqueza mineral do Amazonas é fantástica. Só de Nióbio (puro) existem 80 milhões de toneladas (81.431.273 t) em São Gabriel da Cachoeira. Convertendo em valores de mercado atuais (se não subirem), isso equivale a quase três vezes o PIB inteiro do Brasil. O Amazonas não tem só Nióbio, o potencial do estado para outras vocações minerais também é muito alto. O Nióbio pode ser, sozinho, o responsável por um tremendo desenvolvimento no estado do Amazonas e para a economia do Brasil.

Demanda mundial do Nióbio

A demanda mundial de Nióbio atualmente gira em torno de 110 mil toneladas por ano. Para 2021 a estimativa é uma demanda de 150 mil toneladas por ano. Com o passar dos anos a tendência é que essa demanda aumente. A demanda do Nióbio tende a subir com a produção de Ferro, ou seja, quanto mais Ferro mais Nióbio, pois o Nióbio é utilizado em conjunto com o Ferro para criação da liga Ferro-Nióbio, usada na indústria aeroespacial, em carros e outras indústrias. Além disso, a média atual da proporção da liga Ferro-Nióbio frente à produção apenas de Ferro é de 10%. A China, por exemplo, pretende ampliar a sua proporção de liga Ferro-Nióbio para 20%, o que aumentaria a demanda mundial em larga escala.

Produção do Nióbio no mundo e no Brasil

A capacidade de produção mundial atual é de 130 mil toneladas anuais: 110 mil toneladas em Araxá (Minas Gerais), 10 mil em Catalão (Goiás) e 10 mil no Canadá. O Amazonas armazena 25% do Nióbio no Brasil, Minas Gerais possui 70% e Goiás 5% (a mina de Goiás deve ter mais 30 anos de vida estimada antes de exaurir).

Isso posiciona o Amazonas atualmente como um possível apoio para atender o futuro déficit de demanda, que deve ocorrer nos próximos 10 anos, mesmo que as minas atuais aumentem sua capacidade de produção em 10% ou 15%.

Números projetados do Nióbio Amazonense

Se produzido no Amazonas, o Nióbio tenderá a suprir parte da demanda mundial. Estimando que a demanda a ser atendida pela futura mina de Seis Lagos, em São Gabriel da Cachoeira, seja de 30 mil toneladas/ano e considerando que a operação no Amazonas será duas vezes mais cara que em Minas Gerais (Araxá, por conta de logística e demais custos), isso gerará para a empresa mineradora em torno de R$300 milhões por ano de lucro com a produção e R$1,5 bilhões de vendas.

Arrecadação para São Gabriel da Cachoeira e para o Amazonas com a operação

A CFEM (Compensação Financeira pela Exploração de Recursos Minerais) cobrada sobre a venda de minerais é distribuída da seguinte forma: 65% para os municípios, 23% para os estados e 12% para a União.

Portanto, para o desenvolvimento do município São Gabriel da Cachoeira, que possui uma arrecadação anual total de R$70 milhões, a arrecadação da mina em operação, nas premissas acima, pode chegar a R$30 milhões por ano, gerando um aumento considerável de arrecadação para o município, sem considerar o desenvolvimento econômico local que a mina poderia gerar. Para o Estado do Amazonas seriam R$10 milhões anuais adicionais, que poderiam ser empregados de maneira estratégica para o desenvolvimento em pesquisa com o Nióbio, para poder potencializar o mercado do próprio minério.

Toda essa geração de riqueza demanda antes um investimento em maquinário, estrutura e mão-de-obra que precisa ser calculado e executado, além de projetos e cálculos sobre a logística de escoamento do minério.

Os ingredientes que faltam para esse desenvolvimento: vontade política

Há que se avaliar qual seria o tamanho do investimento na construção desse empreendimento (a ser feito em outro artigo). Porém, além do investimento é preciso avaliar uma condição clara pra que isso aconteça: a vontade política. Políticas de mineração são assuntos estratégicos para um país e por isso são definidas a nível federal, na Presidência da República. No topo da área estratégica mineral, encontram-se as reservas exclusivas de minerais como o Nióbio é para o Brasil (98% das reservas mundiais estão aqui). No tocante à vontade política dos diversos presidenciáveis que devem disputar as eleições de 2018, apenas um desses candidatos discute sobre o Nióbio e dá destaque e relevância para esse tema estratégico e tão importante para o país: Jair Bolsonaro.

Seria Jair Bolsonaro o único candidato que se preocupa com um assunto estratégico tão importante pro Brasil? Ou será que outros candidatos também possuem essa visão?

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1 comentário

  1. Caros amigos,
    Falta de informação sobre o Niobio.
    O mineral Niobio não está presente na natureza associado ao Ferro e nem se encontra sozinho.
    Em São Gabriel da Cachoeira no Amazonas há ocorrência de Estanho e o Niobio aparece como subproduto. O estanho extraído é transportado para São Paulo e depois por processo químico é separado o Niobio.
    As reservas de Niobio estão em MG, AM, MT E RONDÔNIA

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