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Prisioneiro é executado e fila do corredor da morte é retomada nos Estados Unidos

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O assassino condenado à pena de morte, Daniel Lewis Lee, 47 anos, foi executado na manhã desta terça-feira (14) por injeção letal na penitenciária federal de Terre Haute, estado de Indiana, informou o Departamento Prisional. Ele é o primeiro de três presos federais do corredor da morte programados para execução nesta semana.

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Lewis, que foi condenado pelo assassinato de uma família de 3 pessoas em 1996, também foi o primeiro criminoso a ser executado após 17 anos de interrupção na fila do ‘corredor da morte’.

O Departamento de Justiça anunciou sua intenção de retomar as execuções e de empregar um novo procedimento que utiliza um único medicamento para execução, o Pentobarbital.

Ontem (13), uma juíza federal atrasou a execução, dizendo que questões sobre a constitucionalidade do procedimento de injeção letal não haviam sido totalmente litigadas.

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O Departamento de Justiça recorreu imediatamente da decisão da juíza Tanya S. Chutkan do Tribunal Distrital dos Estados Unidos em Washington, DC que alegou a “dor extrema e sofrimento desnecessário” que poderiam resultar do protocolo de injeção letal que o governo planejava usar.

A Suprema Corte, porém, decidiu na manhã de hoje por manter a execução para esta terça-feira e disse que o pentobarbital foi usado em mais de 100 execuções pelo país “sem incidentes”.

A execução

De acordo com seus advogados, Lee ficou preso a uma maca pelas últimas quatro horas de sua vida, aguardando a execução. Dois homens estavam ao lado dele na câmara de execução, um U.S. Marshal e um conselheiro espiritual, a quem o Departamento Prisional se referiu como “ministro pagão dos Apalaches”.

“Eu não fiz”, disse Lee, de acordo com uma reportagem de jornalistas que testemunharam a cena. “Cometi muitos erros na minha vida, mas não sou um assassino.” Ele alegou que o juiz em seu julgamento no Arkansas ignorou as evidências de DNA que provavam que ele estava viajando na época dos assassinatos.

Segundo o relato dos jornalistas que estiveram na execução, “depois que um funcionário da agência deu a ordem de execução, Lee balançou a cabeça. Quando a droga foi administrada em suas veias, ele levantou a cabeça para olhar em volta. Então sua respiração ficou pesada. Rapidamente, seu peito ficou imóvel, seus lábios ficaram azuis e seus dedos ficaram cinza. Ele foi declarado morto às 8:07 da manhã.”

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