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Principais revistas médicas do mundo se recusaram a publicar grande estudo dinamarquês sobre o efeito (ou não) do uso de máscara contra o coronavírus, diz revista

Thaís Garcia

Publicado

em

Imagem: Reprodução

As máscaras protegem contra o coronavírus chinês e reduzem sua disseminação ou são, como afirmam seus críticos, meras medidas políticas vazias e sem embasamento científico?

Um grande estudo que poderia finalmente ter respondido a esta pergunta foi adiado indefinidamente, depois que três das principais revistas médicas do mundo misteriosamente se recusaram a publicá-lo, informou a revista dinamarquesa Berlingske.

Capa da revista dinamarquesa Berlingske estampa a matéria sobre o grade estudo recusado pelas revistas científicas.

A matéria da revista dinamarquesa Berlingske diz:

“Os pesquisadores por trás de um grande e único estudo dinamarquês sobre o efeito do uso de máscara estão tendo grande dificuldade em publicar os resultados de suas pesquisas. Um dos professores participantes do estudo admite que o resultado da pesquisa, ainda em segredo, pode ser concluído como “polêmico”.

Durante semanas, a mídia e os pesquisadores de todo o mundo aguardaram, com a impaciência cada vez maior, pela publicação de um grande estudo dinamarquês sobre o efeito – ou a falta dele – de usar uma máscara em um espaço público durante a pandemia de coronavírus.

Agora, um dos pesquisadores que esteve envolvido no estudo disse que o resultado da pesquisa concluída foi rejeitado por pelo menos três das principais revistas médicas do mundo.

Estas incluem a ‘The Lancet’, o ‘New England Journal of Medicine’ e a revista ‘JAMA da American Medical Association’.

‘Todas disseram não’, disse o médico-chefe do Departamento de Pesquisa do Hospital North Zealand, o professor Christian Torp-Pedersen.

No entanto, o professor não quis divulgar as justificativas das revistas.”

Um dos coautores do estudo, Henrik Ullum, tuitou que os autores estão todos “muito descontentes” com o atraso da publicação de seu estudo.

“Como um dos coautores, posso informar que estamos muito descontentes com o atraso de nosso estudo. Nunca previmos esse atraso. O processo de revisão por pares é importante para assegurar conclusões científicas corretas para esta questão sensível de pesquisa”, escreveu Henrik Ullum em 22 de outubro.

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Alguns especulam que o motivo pelo qual nenhuma das principais revistas deseja publicar o estudo é porque suas descobertas contradizem a narrativa oficial de que as máscaras são uma ferramenta vital no combate à disseminação do coronavírus.

Claro que pode ser que as revistas tenham rejeitado o estudo por outros motivos, mas a não publicação dele dá cada vez mais espaço para dúvidas e especulações.

O jornalista americano Alex Berenson acredita na teoria de que o estudo pode simplesmente ter chegado a uma conclusão inconveniente. Ele tuitou que um dos principais pesquisadores do estudo, o professor Thomas Benfield, disse que a pesquisa será publicada “assim que uma revista tiver coragem suficiente para aceitar o estudo”.

“Um dos principais pesquisadores do estudo dinamarquês sobre máscaras – o ÚNICO (pelo que eu sei) ensaio randomizado para ver se as máscaras protegem da COVID – foi questionado sobre quando seria publicado. Sua resposta: ‘assim que uma revista for corajosa o suficiente’. Se você acha que isso significa que o estudo mostra que as máscaras funcionam…”, escreveu Alex Berenson, em 18 de outubro no Twitter.

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