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Os métodos comunistas modernos de domínio

Adam Starski

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Imagem: Conexão Política

As cenas políticas polonesa e brasileira, apesar de separadas por milhares de quilômetros, compartilham algumas características-chave. Atualmente, os dois países são governados por forças conservadoras, depois de décadas sob controle esquerdista.

Apesar dos conservadores terem vencido as recentes eleições, eles estão longe de estar no controle do país. Como isso pode ser possível? A resposta é que ter o controle do executivo e / ou do ramo legislativo não é suficiente em uma democracia para estar no poder do destino e futuro do país.

Há claramente uma grande disparidade entre as opiniões políticas médias dos eleitores e as da “elite” que controlam a mídia, o mundo da cultura, a educação e as finanças em nossos países.

Na Suécia, existe uma divergência semelhante de opiniões entre pessoas comuns e jornalistas. Em 2011, o respeitado professor de Jornalismo, Kent Asp, fez uma pesquisa entre jornalistas questionando em que partido eles votariam. O professor Asp se especializa há 30 anos na questão de como a “mass media”  (meios de comunicação de massa) cobre as campanhas eleitorais, mas disse que mesmo ele ficou chocado com o resultado.

Ocorreu que 40% dos mais de 1.200 jornalistas responderam que votariam no partido marxista cultural, o Partido Ambiental – Os Verdes. Entre os jornalistas que trabalham na TV e rádio do Estado, o número foi ainda maior, entre 52 – 54%.

No ano anterior, o Partido Ambiental – Os Verdes obteve 7,3% dos votos nas eleições parlamentares.

O segundo maior partido entre jornalistas foi o Partido da Esquerda (V) – o antigo Partido Comunista da Suécia – que mudou de nome após a queda da União Soviética – apoiado por 15% dos jornalistas. O partido ganhou apenas 5% dos votos nas eleições de 2010.

Juntamente ao partido Partido Operário Social-Democrata da Suécia (SAP), os três partidos de esquerda no parlamento tiveram 70% de apoio entre os jornalistas, enquanto conquistaram apenas 43% dos votos nas eleições.

Apenas 1% dos jornalistas responderam que apoiavam o partido de direita, o Partido dos Democratas Suecos (SD), que haviam conquistado 5,7% dos votos nas eleições no ano anterior (hoje eles têm em média cerca de 23 a 25% nas pesquisas de opinião).

A ascensão do Partido dos Democratas Suecos (SD), passando de 5,7% para 25% (atualmente o maior partido da Suécia) entre 2010 e 2020, foi realizada completamente sem a ajuda da grande mídia. Pelo contrário, os ataques da mídia, incluindo uma grande dose de “Fake News” (notícias falsas), eram diárias e muito fortes.

O SD conseguiu sobreviver e se fortalecer, graças a sites de mídia alternativa, como o Avpixlat (atual Samhällsnytt), o FriaTider e um fórum de internet de expressão livre chamado Flashback. Lá, os suecos podiam discutir a imigração em massa e as consequências que isso causava na comunidade e na vida cotidiana.

Da mesma forma, a vitória na eleição parlamentar polonesa de 2015, do partido conservador “Lei e Justiça” (PiS) não poderia ter acontecido sem a ajuda da mídia alternativa.

A Radio Maryja, uma estação de rádio católica muito conservadora e sua estação de TV, a “TV Trwam”, garantiu ao partido quase 80% de apoio entre católicos fiéis com mais de 60 anos de idade.

Antes de 2015, durante 10 anos o PiS foi considerado pelos jovens um “partido de otários”, mas atualmente ele se tornou o partido mais popular entre os eleitores de 18 a 29 anos.

Como isso aconteceu? Parcialmente, por meio de sites de mídia alternativos on-line, mas um papel ainda maior foi desempenhado em sites de mídia social, especialmente no Facebook.

O Partido Lei e Justiça conseguiu montar uma onda de apoio em cima de temas como a Soberania Nacional e Fronteiras Fortes, devido à Crise de Imigração na Europa de 2015, que foi iniciada pela chanceler alemã Angela Merkel ao convidar todos os solicitantes de asilo da Síria para vir à Europa.

Graças às mídias sociais como o YouTube, durante anos os jovens eleitores conseguiram assistir a vídeos de violência e caos na Europa Ocidental, iniciados por imigrantes de uma segunda geração da África e do Oriente Médio. Quando a União Europeia tentou forçar o chamado “Sistema de cotas de recolocação obrigatória e permanente de imigrantes”, baseado em forçar todos os países da União Europeia a receber uma cota de migrantes que chegavam à Grécia e Itália, os jovens poloneses disseram “de jeito nenhum” e votaram em grande número no Partido Lei e Justiça (PiS).

O grande sucesso de Jair Bolsonaro nas eleições presidenciais brasileiras pode ser visto de maneira semelhante. Grupos conservadores de direita se mobilizaram on-line depois de terem suas opiniões completamente excluídas pela grande mídia. Eles conseguiram obter informações verdadeiras sobre os escândalos de corrupção dos dois presidente socialistas, Lula da Silva e Dilma Rousseff, mas também testemunharam os crescentes níveis de violência (particularmente o aumento da taxa de homicídios) e a crescente radicalização das forças marxistas culturais na cultura popular e universidades brasileiras. No final, o interior conservador na alma do eleitor médio brasileiro surgiu, dizendo “parem com essa loucura”, e levando Jair Bolsonaro à vitória sobre os petistas socialistas.

A inesperada vitória de Donald Trump nas eleições presidenciais dos EUA pode ser explicada, em grande parte, pela vitória de seus apoiadores na chamada “Grande Guerra dos Memes de 2016” contra as forças globalistas de esquerda que apoiavam Hillary Clinton. Vídeos curtos ou fotos com alguns textos engraçados e inteligentes haviam se tornado a arma mais poderosa no cenário político.

Como o esquerdista reagiu a esses desenvolvimentos? Principalmente chorando, argumentando que os partidários de direita usam “Fake News”, “manipulação online”, “exércitos de trolls e bot” e “discurso de ódio online”.

Naturalmente, a solução foi propor um aumento da censura contra conservadores, tanto online quanto na vida real. O conflito mais visível entre as forças da censura e as forças da liberdade de expressão pôde ser visto no campus da universidade de Berkeley, na Califórnia, quando os militantes da Antifa tentaram atacar os conservadores que haviam participado de um evento de liberdade de expressão e expulsá-los do campus.

A ameaça de violência da esquerda está sempre presente, mas sua principal ferramenta é a legislação e, em particular, a arma do chamado “discurso de ódio”, que na realidade nada mais é do que declarar todas as visões conservadoras sobre imigração, multiculturalismo, propaganda LGBTQ, feminismo e de “ideologia de gênero” como nada além de puro ódio que deveria ser tornado ilegal de ser expressado em público.

No Brasil, isso pode ser visto na chamada CPMI das Fake News do Congresso Nacional, que está realizando uma caça às bruxas contra comentaristas conservadores on-line e jornalistas de mídia alternativa. O objetivo da comissão é provar que a vitória eleitoral do presidente Bolsonaro é “ilegítima” e levar potenciais talentos conservadores ao espiral do silêncio e autocensura.

A grande mídia, especialmente a imprensa impressa, mas lentamente também a televisão, está começando a desaparecer. Sites de notícias on-line, memes e discussões nas mídias sociais ocuparão grande parte do mercado.

É importante que os conservadores continuem melhorando nessa esfera, dominando-a e permanecendo um passo à frente da esquerda. No entanto, tudo será inútil se a expressão de opiniões conservadoras online se tornar ilegal ou autocensurada por filtros da Internet.

Portanto, é importante que os conservadores lutem pela causa da “liberdade de expressão” e se oponham aos pedidos de censura com base em “discursos de ódio” ou “fake news” (notícias falsas).

A qualidade é naturalmente mais importante, mas a quantidade também é vital. Os conservadores precisam inundar o mercado com sites de notícias, páginas de mídia social, podcasts, rádio na web, produção de memes, música, histórias em quadrinhos, shows de comédia stand-up e todos os tipos de produção cultural.

O falecido Andrew Breitbart, fundador do Breitbart News, afirmou que “a política está a jusante da cultura” e estava completamente certo. Para que as forças nacional-conservadoras e antiglobalistas continuem vencendo as eleições, elas devem dominar a arte de travar a “guerra cultural” e fazê-lo em todas as esferas possíveis.

A década de 2020 será um período durante o qual uma nova geração de eleitores, atualmente entre 12 e 20 anos, moldará suas próprias visões políticas. Os conservadores devem chegar a esses jovens nos ambientes em que passam o tempo livre, o que hoje significa lugares como Instagram, TikTok, YouTube e fóruns de jogos.

Se os conservadores não conseguirem convencer uma parcela significativa dos jovens sobre os méritos de uma sociedade livre com liberdade de expressão, todos teremos que começar a nos preparar para uma sociedade futura que será uma mistura do estado de vigilância e censura da China e uma Adoção Cultural Marxista do livro clássico de George Orwell “1984”.

Vamos trabalhar e travar uma guerra cultural online.

Adam Starski | @BasedPoland

Tradução: Thaís Garcia | @thaisgarciacp

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