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OPINIÃO: Vera Magalhães é a cara do jornalismo brasileiro

Carlos Júnior

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Vera Magalhães. Foto: Reprodução/YouTube

O mundo moderno é um terreno fértil para a estupidez crescer e tomar corpo de forma inacreditável. Sob o nome dos chavões e palavras de ordem do momento, qualquer idiota é elevado ao posto de grande intelectual. Em outras épocas não se daria voz a farsantes como Karl Marx, Rousseau ou Richard Dawkins – que são tidos como autoridades máximas em matéria de conhecimento e saber. Mas a modernidade faz questão a elevar à enésima potência da intelectualidade tipos como esses.

Se no resto do mundo a destruição da Inteligência foi brutal e facilmente perceptível, imagine então no Brasil – país onde os modismos intelectuais chegam defasados e ganham status de mandamentos divinos. O gramscismo jogou para a lata de lixo da memória brasileira verdadeiros talentos como João Camilo de Oliveira Torres, Gustavo Corção, Otto Maria Carpeaux e Oliveira Lima para colocar subletrados medíocres em seus lugares. Com ele o nível do jornalismo também foi ladeira abaixo. Antes um instrumento para a compreensão do mundo através da exposição dos fatos, a atividade foi ocupada por militantes interessados não na verdade, mas na transformação dela e do próprio mundo.

O jornalismo brasileiro tem vários idiotas. Uns se destacam pela arrogância, outros pela incultura flagrante. Todos são corporativistas e buscam linchar quem comete a heresia de discordar das suas verdades incontestáveis, mesmo que no geral existem diferenças. Mas se tem atualmente uma pessoa que encarna todas as características desprezíveis da grande mídia e se arroga a dona da verdade, essa pessoa é a srª. Vera Magalhães.

Dentre tantas peripécias reveladoras de sua burrice, presunção e arrogância, o recente episódio envolvendo-a com Hélio Beltrão, presidente do Instituto Mises Brasil, foi revelador. Ali a malevolência para com quem pensa diferente do dito consenso foi muito bem exposta. A coisa foi mais ou menos assim: Hélio Beltrão defendeu o uso da hidroxicloroquina para o tratamento do coronavírus e falou que está a coordenar uma rede informar para levar o medicamento aos necessitados. Vera viu o tuíte de Hélio e pediu sua cabeça na Folha de S. Paulo – onde ele é colunista – e ainda colocou o MP na confusão.

Ela não tem a menor capacidade cognitiva de entender que a ciência é um campo de conhecimento limitado como os outros e não oferece respostas definitivas sobre a maior parte dos problemas. Também está muito além do seu limitado cérebro – se é que ela o tem – o fato da hidroxicloroquina ter sido recomendada por especialistas tão ou mais capacitados do que aqueles contrários à sua utilização por ora. A única coisa interessante para Vera é desmontar qualquer solução advinda do governo Bolsonaro ou de seus apoiadores – mesmo Hélio Beltrão não sendo um entusiasta do mesmo. Isso explica o patético apelo ao inexistente consenso no meio científico sobre o assunto.

Mas Vera é assim mesmo. Em determinada ocasião, classificou Barack Obama como liberal. Se ela fez referência ao liberalismo econômico dos austríacos e dos Chicago Boys, errou por muito, já que o governo Obama foi um dos mais intervencionistas da história: implantou o socialismo no sistema de saúde americano – o famigerado Obamacare – e duplicou a dívida pública americana, em uma gastança para keynesiano nenhum botar defeito. Se Obama é liberal, eu sou a Vera Magalhães em pessoa.

Ela é tão cínica e hipócrita que adora destilar seu veneno a apoiadores e ministros do governo Bolsonaro, mas na primeira oportunidade que recebe as devidas respostas por suas atitudes imundas, vitimiza-se. Vera ficou super indignada com sátiras envolvendo Marielle Franco, mas fez algazarra com a ministra Damares, vítima de estupro na infância. Fez o maior escarcéu com o pedido de arrego da esquerdista Gabriela Prioli na CNN, mas pediu a cabeça de Hélio Beltrão na Folha, como ela um jornalista, mas como não pensa da mesma forma que ela, merece ataques de militantes enragés – incluindo ela própria.

Vera Magalhães é uma ignorante inculta que não merece atenção. Aliás, ela só consegue atenção pelas suas peripécias inacreditáveis. O seu exemplo serve para demonstrar o rebaixamento cultural e moral não só da sua classe, mas do país como um todo. Ainda assim, na grande mídia encontramos muitos com as suas mesmas características. Vera Magalhães é a cara do jornalismo brasileiro – inculto, desinformante e canalha.

A coerência de Rodrigo Maia 

Temos na presidência da Câmara um sujeitinho desprezível, arrogante e mentiroso. Rodrigo Maia (DEM-RJ) faz jus ao status de representante do establishment político brasileiro: ele é igualmente podre aos seus entes representados. Em entrevista ao Canal Livre, Maia falou as mesmas generalidades de sempre, só que acusações infundadas ao presidente Bolsonaro e ao filósofo Olavo de Carvalho. Além de falar que Bolsonaro atrapalha o combate ao coronavírus, acusou Olavo de comandar o tal ‘’gabinete do ódio’’.

Primeiro: os estados e municípios só terão poder de ação por causa dos R$ 88 bilhões liberados pelo governo federal para o custeio das despesas no combate a COVID-19. O presidente Bolsonaro zerou a tarifa de importação de medicamentos como a hidroxicloroquina, que são essenciais no tratamento da doença. Antes de se gabar e querer méritos que não são seus, informe-se melhor e pare de mentir, Maia.

Segundo: Olavo de Carvalho é filósofo, professor e jornalista, autor de best-sellers que o fizeram o autor mais lido do Brasil. Antes de sua carreira medíocre na política começar, sr. Maia, Olavo já era tido como o maior intelectual do país, tendo um estudo premiado pela Universidade de El-Azhar e pelo governo da Arábia Saudita. Olavo nunca precisou da política brasileira para absolutamente nada, ao contrário de você, que nunca fez nada decente na vida e vive levantando acusações e narrativas infundadas, como essa do gabinete do ódio.

Terceiro: você acusou o presidente Bolsonaro de gerar instabilidade com as declarações recentes sobre o coronavírus. Mas você não vê problema nenhum em chamar o ministro Moro de funcionário do presidente, em cutucar o ministro Guedes o tempo inteiro e criticar Bolsonaro o tempo inteiro. Apenas as suas declarações são imunes a efeitos práticos? Cadê a sua coerência, sr. Maia?

Rodrigo Maia é o líder do establishment político que quer derrubar Bolsonaro, minar a onda conservadora e fazer voltar o reino da velha política. Enquanto puder, vou criticá-lo e apontar os seus malfeitos, afinal a liberdade de expressão não é direito de alguns – como ele e a imoral CPMI das Fake News querem transparecer.

Referências:

  1. https://pleno.news/saude/coronavirus/virologista-da-usp-defende-uso-da-hidroxicloroquina.html
  2. https://www.metrotimes.com/news-hits/archives/2020/03/31/gov-whitmer-reverses-course-on-coronavirus-drugs-is-now-asking-feds-for-hydroxychloroquine-and-chloroquine
  3. https://oglobo.globo.com/brasil/maia-diz-que-ataques-nas-redes-contra-congresso-sao-obra-de-assessores-de-bolsonaro-que-se-comportam-como-marginais-1-24353431
  4. https://noticias.r7.com/politica/lava-jato-acusa-marco-maia-de-pedir-r-15-milhao-para-conter-cpmi-30102019

Jornalista. Escreve sobre politica brasileira e americana, com análises não vistas na grande mídia.

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