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ONU aprova resolução anti-Israel que se refere ao Monte do Templo

Brasil está entre os países que apoiaram a resolução.

Thaís Garcia

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Getty

A Assembleia Geral das Nações Unidas aprovou na quarta-feira (4) uma resolução que se refere ao Monte do Templo em Jerusalém apenas pelo seu nome islâmico ‘al-Haram al-Sharif’, o que levou a acusações do embaixador de Israel na ONU de que o corpo está intencionalmente ignorando as raízes judaicas da cidade.

A resolução afirma que o conselho de 193 membros está “gravemente preocupado com as tensões e a violência no período recente em todo o Território Palestino Ocupado, incluindo Jerusalém Oriental e inclusive no que diz respeito aos lugares sagrados de Jerusalém, incluindo o Haram al-Sharif”.

A resolução passou a observar a “importância da cidade de Jerusalém para as três religiões monoteístas”, incluindo “o significado especial dos locais sagrados”.

O Embaixador de Israel na ONU, Gilad Erdan, disse à Assembleia Geral que a resolução “ignora completamente qualquer ligação entre o povo judeu e o Monte do Templo – nosso local mais sagrado. Isso é uma vergonha. A audaciosa tentativa de reescrever a história não mudará o fato indiscutível de que a conexão judaica com a cidade de Jerusalém remonta a milhares de anos”.

“Eles também não vão mudar o fato de que hoje, nossa conexão com Jerusalém é mais forte do que nunca. Um número crescente de países está mudando suas embaixadas para Jerusalém, nossa capital unida e indivisa”, continuou Erdan.

O Monte do Templo está localizado na parte oriental de Jerusalém e é o lugar onde os dois templos judeus ficavam antes de serem destruídos.

Hoje, o complexo abriga dois locais muçulmanos – o Domo da Rocha e a Mesquita de Al Aqsa.

De acordo com o The Jerusalem Post, apenas oito países, incluindo Austrália, Canadá, Guatemala, Hungria, Ilhas Marshall, Micronésia, Nauru e os Estados Unidos, juntaram-se a Israel na votação contra a resolução.

Outros 16 países se abstiveram de votar: Áustria, Bielorrússia, Camarões, Colômbia, República Tcheca, Honduras, Kiribati, Malawi, Papua Nova Guiné, São Tomé Príncipe, Sérvia, Eslováquia, Ilhas Salomão, Togo, Uruguai e Vanuatu.

Alguns dos que se abstiveram, como República Tcheca, Honduras, Sérvia e Malawi, sinalizaram a mudança de suas embaixadas para Jerusalém, uma medida que indica o reconhecimento da soberania israelense sobre Jerusalém Ocidental.

A República Dominicana e o Brasil estão entre os países que apoiaram a resolução anti-Israel; ambos consideram a transferência de suas embaixadas para Jerusalém. Entre os países europeus que apoiaram a resolução estão Alemanha, Bélgica, Dinamarca, Espanha, Estônia, França, Finlândia, Grécia, Holanda, Irlanda, Itália, Lituânia, Polônia, Portugal,  Reino Unido e Suécia.

A Assembleia Geral da ONU adotou seis outras resoluções condenando Israel por alegações de “maus tratos aos palestinos” e “contribuição para o desastre humanitário na Faixa de Gaza”.

O ataque da ONU à Israel com uma torrente de resoluções unilaterais é surreal”, disse Hillel Neuer, diretor executivo da UN Watch, uma organização não-governamental independente com sede em Genebra.

Neurer também afirmou que a ONU acusou Israel falsamente de “maus tratos aos palestinos”.

“A ONU também acusa falsamente Israel de ‘violação sistemática contínua dos direitos humanos do povo palestino.’ Nenhuma menção daos milhares de foguetes, esfaqueamentos, tiroteios e outros ataques terroristas pelo Hamas e Jihad Islâmica”, escreveu Neurer no Twitter.

“O ataque desproporcional da ONU contra o Estado judeu mina a credibilidade institucional do que deveria ser um organismo internacional imparcial. A politização e a seletividade prejudicam sua missão de fundação, corroendo a promessa da Carta da ONU de tratamento igual para todas as nações, grandes e pequenas”, acrescentou Neuer.

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