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‘Não debato com pessoas condenadas por crime’, afirma Moro

Davy Albuquerque

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O juiz federal Sérgio Moro, responsável em primeira instância pelas ações penais da Lava Jato no Paraná, disse nesta sexta-feira (8) que não debate publicamente com pessoas condenadas por crime e se negou a responder fala do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, para quem a atuação da Justiça tem servido para “desmoralizar a Petrobrás e o Rio de Janeiro“.

Após o evento na sede da Petrobras, no centro do Rio, Moro criticou o foro privilegiado e disse que casas legislativas podem agir ‘com desvio de poder’, ao evitar a prisão de parlamentares.

“O foro privilegiado fere o princípio da igualdade. Todas as pessoas têm que ser tratadas de maneira igual perante a lei. O princípio da igualdade está na base da nossa democracia. Por outro lado, na prática, os tribunais superiores estão assoberbados de processos, estão sobrecarregados de recursos”.

“Se a Casa legislativa age dessa forma, protegendo o parlamentar de uma investigação ou processo por corrupção, ela está agindo com desvio de poder. Isso tem que ser discutido seriamente”, afirmou.

Segundo o juiz, é preciso pensar também nos mecanismos de proteção jurídica dos agentes políticos.

“Houve aquela discussão se está sujeita ou não uma prisão de um parlamentar a uma casa legislativa, não vou entrar no mérito da controvérsia. Mas, ainda que se for reconhecer alguma espécie de proteção, ela deve ser utilizada para proteger o parlamentar quanto a eventual perseguição política por conta da sua opinião pública e não para protegê-lo de investigações ou perseguições por corrupção”, acrescentou.

Nasci no estado do Rio de Janeiro. Sou brasileiro com orgulho, cristão por convicção e política por vocação. Colunista político do Conexão Política.

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