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Na CPMI das fake news, Hans River diz que jornalista da Folha ofereceu sexo em troca de informações

A expectativa era que Hans confirmasse as informações da Folha. Contudo, ele quebrou o silêncio e assegurou que não trabalhou para Bolsonaro.

Redação

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Reprodução | TV Senado

Conforme noticiou o Conexão Política, a CPMI das fake news ouviu nesta terça-feira, 11, Hans River.

Reportagem publicada em dezembro de 2018 pela Folha mostra que a Yacows usou CPFs de pessoas idosas para cadastrar os chips de celular que faziam o mecanismo de envio de mensagens por aplicativos funcionar.

Uma das campanhas beneficiadas pela prática, segundo o jornal, teria sido a de Jair Bolsonaro à Presidência.

Hans River foi uma das fontes ouvidas pela jornalista Patrícia Campos Mello, que assina a reportagem.

O ex-funcionário da empresa Yacows assegurou que jamais trabalhou para a campanha de Bolsonaro.

Em determinado momento do depoimento, ele disse que a jornalista da Folha, Patrícia Campos Mello, fez insinuações para ele na tentativa de conseguir informações para escrever uma matéria contendo acusações contra o então candidato Jair Bolsonaro.

“Ela queria sair comigo e eu não dei interesse para ela. Ela parou na porta da minha casa e se insinuou para entrar na minha casa com propósito de pegar matéria. Ela queria ver meu computador, que inclusive eu trouxe pra cá. Quando eu cheguei na Folha de S. Paulo, quando ela escutou a negativa, o destrato que eu dei e deixei claro que não fazia parte do meu interesse, a pessoa querer um determinado tipo de matéria a troco de sexo, que não era minha intenção”, afirmou.

Segundo Hans, a única coisa que ele gostaria era de ser ouvido respeito de seu livro, visto que a jornalista tinha procurado ele justamente para isso.

Ainda segundo ele, a repercussão negativa da matéria da Folha ao citar o nome dele foi tão grande, que ele não conseguiu mais nenhum emprego. Ele afirma ainda ser diabético, e que necessita constantemente tomar as devidas insulinas.

“Não consigo pagar a minha própria insulina. As empresas me chamam, gostam do meu trabalho, mas quando puxam meu histórico e veem meu nome na reportagem, me mandam embora”, disse.

E acrescentou:

“A jornalista acabou com meu nome inteiro, colocou no jornal falando coisa que eu não tinha nem falado. Falando que eu estava fazendo campanha do Bolsonaro e eu não tinha feito. Do Doria, que eu não tinha feito. O prejuízo que essa jornalista da Folha me deu é absurdo”.

Até o fechamento desta matéria, a jornalista Patrícia Campos Mello não havia se pronunciado sobre as acusações.

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