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Ministro do STF, Celso de Mello, libera acesso a vídeo de reunião para PGR, AGU, Moro e delegada da PF

Redação

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em

Imagem: Reprodução

O ministro do Supremo Tribunal Federal, Celso de Mello, levantou o sigilo parcial do vídeo de uma reunião ministerial, na noite deste sábado (9), apenas para agentes diretamente envolvidos na investigação do Inquérito policial 4.831.

Estão autorizados a assistir à mídia o Procurador-Geral da República, Augusto Aras e o Advogado-Geral da União, José Levi, ou representantes apontados por eles; o ex-ministro Sérgio Moro e seus advogados; a delegada da PF Christiane Corrêa Machado e sua equipe; e Hugo Sinvaldo Silva da Gama Filho, juiz federal auxiliar que atua no gabinete de Celso.

Um dos advogados de Sérgio Moro já atuou na defesa do ex-deputado Eduardo Cunha e do empresário Marcelo Odebrecht no âmbito da operação Lava Jato, segundo informações de Lauro Jardim, do jornal O Globo. Na época, Moro era responsável de julgar os processos quando titular da 13ª Vara Federal de Curitiba.

De acordo com Jardim, o nome do advogado é Rodrigo Sánchez Rios, secretário-geral da seccional paranaense da OAB. Além dele, mais três advogados de um escritório criminalista fazem a defesa do ex-ministro.

Na decisão, Celso de Mello afirmou que deve decidir, “brevissimamente”,  sobre a divulgação total ou parcial do conteúdo de um HD com a gravação da reunião, que está lacrado em seu gabinete.

“Para tanto, a Drª Christiane Corrêa Machado, Delegada de Polícia Federal, deverá comunicar a todos esses personagens a que me referi no parágrafo anterior, em ordem a que possam comparecer, querendo, perante a Polícia Federal em Brasília, Distrito Federal, no dia designado pela Senhora Presidente do Inquérito, que lhes exibirá, em ato único, o conteúdo integral de referido HD”, instruiu o ministro.

A reunião gravada em vídeo ocorreu entre o presidente Jair Bolsonaro, o vice-presidente Hamilton Mourão e alguns ministros, em 22/4. Segundo a versão do depoimento de Sérgio Moro, seria nessa reunião que o presidente teria cobrado a substituição do superintendente da PF no Rio de Janeiro e do então diretor-geral da PF, Maurício Valeixo, e solicitado relatórios de inteligência e informação da PF.

Com informações, Revista Consultor Jurídico.

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