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Coronavírus

Marselha, que usa o protocolo Azitromicina+Hidroxicloroquina, tem taxa de mortalidade por coronavírus 5 vezes menor que Paris

Thaís Garcia

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Na França, há uma grandes disparidades na taxa de mortalidade de uma região para outra. Em Marselha, cidade onde o epidemiologista Dr. Didier Raoult aplica o tratamento com a hidroxicloroquina nos pacientes com coronavírus chinês, houve 5 vezes menos mortes por milhão de habitantes do que em Paris, informou o France Soir.

Segundo o France Soir, a taxa de mortalidade (número de mortes por milhão de habitantes) para toda a França, excluindo asilos de idosos, é de 270. Essa taxa é de 751 em Paris, 607 em Hauts-de-Seine e 147 em Marselha. Com o protocolo de terapia dupla do Instituto HU Méditerranée Infection (Azitromicina + Hidroxicloroquina), a taxa de mortalidade diminui para 16. Essas diferenças são significativas, pois essas regiões possuem características epidemiológicas idênticas.

As proporções ou múltiplos correspondentes são: Paris versus Marselha 5.1. Portanto, houve 5 vezes menos mortes por milhão de habitantes em Marselha do que em Paris. Ao realizar o cálculo de Marselha em comparação com toda a França, excluindo os asilos de idosos, a proporção está entre 16 e 30, dependendo do pressuposto da área de cobertura do Instituto HU Méditerranée Infection (IHU).

Comparada à Alemanha, a França teve 2,8 vezes mais mortes por milhão de habitantes; e à Marselha, esse número aumenta entre 0,8 e 1,5 vezes. Para o IHU e aqueles tratados com azitromicina e hidroxicloroquina, o valor é de 0,2 em comparação com a Alemanha. Em outras palavras, os pacientes tratados no IHU com o protocolo Azitromicina + Hidroxicloroquina (AZ+HCQ) têm uma taxa de mortalidade 5 vezes menor que a da Alemanha.

Taxas de mortalidade em várias regiões

A aplicação da terapia dupla com AZ+HCQ poderia explicar a diferença entre Hauts-de-Seine e Paris?

O Infectologista Dr. Christian Perronne, professor chefe do departamento de doenças infecciosas do Hospital Universitário Garches (França), conduziu um estudo retrospectivo em 132 pacientes com uma taxa de resultados favorável em 91% dos casos.

Este estudo foi realizado entre 2 de março e 17 de abril, portanto, durante 6-7 semanas. Se o uso desse tratamento continuasse até 16 de maio de 2020 com taxas de sucesso idênticas, 240 pessoas poderiam ter sido “curadas” (91% * 132 * 2 períodos). Se essas pessoas não-tratadas tivessem morrido, isso resultaria em 1.217 mortes (977 + 240) em Hauts-de-Seine. A taxa de mortalidade recalculada em Hauts-de-Seine é estimada em 756, quase idêntica a de Paris (751).

As seguintes hipóteses explicam as diferenças:

A taxa de mortalidade em Paris (751) comparada a de Marselha (147) pode ser atribuída à triagem (portanto, um fator de 5).

A taxa de mortalidade de Marselha (147) comparada a de pacientes tratados com terapia dupla com AZ+HCQ (16) pode ser atribuída ao tratamento.

Essa análise ainda precisa ser refinada e seria interessante relatar os resultados do estudo do professor Perronne (com uma taxa de mortalidade de 9%) e reduzi-la às taxas do IHU.

Nota:

Esta análise não foi corrigida para fluxos migratórios com 12% dos parisienses e 6% dos franceses que se isolaram fora de sua residência principal (pesquisa da Ipsos). O segundo elemento que pode ser contestado é a área de cobertura geográfica do IHU de Marselha. Portanto, os números de Marselha foram representados com base em 1,04 milhão de habitantes e também na metrópole de Marselha (1,87 milhão de habitantes). Os dados são da ARS e do IHU, de 16 de maio de 2020.

Fonte: FranceSoir.

 

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