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Coronavírus

Mais de 40 mil profissionais de saúde participarão de estudo internacional sobre o uso da hidroxicloroquina como profilaxia

O objetivo é determinar se a cloroquina e a hidroxicloroquina são eficazes na prevenção ao coronavírus chinês.

Thaís Garcia

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Um grande estudo internacional chamado “COPCOV”, que envolve mais de 40.000 profissionais de saúde da Europa, África, Ásia e América Latina, foi iniciado na quinta-feira (21) para determinar se a cloroquina e a hidroxicloroquina (HCQ) são eficazes na prevenção do coronavírus chinês.

O estudo, liderado pela Universidade de Oxford, no Reino Unido, com o apoio da Unidade de Pesquisa em Medicina Tropical Mahidol Oxford (MORU) em Bangcoc, na Tailândia, também terá participantes britânicos que trabalham em locais hospitalares em Brighton e Oxford, e envolverá aqueles que estão em contato próximo com pacientes positivos ou com suspeita de COVID-19.

“Realmente não sabemos se a cloroquina ou a hidroxicloroquina são benéficas ou prejudiciais contra o COVID-19”, disse o professor Nicholas White, da Universidade de Oxford, co-principal pesquisador do estudo que trabalha na MORU. “A melhor maneira de descobrir se elas são eficazes na prevenção da COVID-19 é em um ensaio clínico randomizado”.

No Reino Unido e em outros países da Europa e da África, os participantes receberão hidroxicloroquina ou placebo por três meses. Na Ásia e na América Latina, eles receberão cloroquina ou placebo.

Espera-se que um total de 25 locais participem do estudo no Reino Unido até o final de junho, disse a MORU, com planos para outros locais na Tailândia e sudeste da Ásia, Itália, Portugal, África e América Latina. Espera-se pelos resultados do estudo até o final deste ano.

“Estamos analisando isso com muito cuidado e examinando todas as evidências existentes”, disse o ministro da Segurança do Reino Unido, James Brokenshire, à Sky News.

Tratamento profilático com HCQ

Em vários países, o tratamento profilático com a HCQ está sendo utilizado na prevenção contra o coronavírus chinês. A ideia é proteger o exército que está na linha de frente no tratamento dos pacientes ou que são expostos ao vírus mais facilmente devido à profissão exercida.

No início desta semana, o presidente Americano Donald Trump disse que estava tomando hidroxicloroquina como tratamento preventivo contra o coronavírus chinês.

A Índia também ofereceu tratamento profilático com hidroxicloroquina para 10.000 policiais em Mumbai, para a prevenção de infecções por coronavírus chinês, informou o Times of India.

Cerca de 10.000 policiais com mais de 40 anos deveriam receber o medicamento, sulfato de hidroxicloroquina (HCQ), que foi liberado pelas autoridades indianas (ICMR) como um medicamento com potencial para prevenir a covid-19. No entanto, apenas 4.500 policiais estão tomando o remédio diligentemente, segundo Sanjay Kapote, da Clínica Apollo, que providenciou os comprimidos e sua distribuição nas delegacias. Os outros 5.500 se recusaram a tomar o medicamento.

Sanjay Kapote disse que não houve mortalidade entre os 4.500 policiais que tomaram a hidroxicloroquina em Mumbai. E destes, que tomaram o medicamento e que contraíram o vírus, apenas apresentaram sintomas leves.

 

 

 

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