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Juíz evangélico da Lava-Jato, Marcelo Bretas pode ser o nome de Bolsonaro para o STF

Juiz do Rio de Janeiro foi o responsável por mandar prender o ex-presidente Michel Temer.

Thaís Garcia

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Juíz evangélico da Lava-Jato, Marcelo Bretas pode ser o nome de Bolsonaro para o STF 15
Tomaz Silva

Marcelo Bretas é o nome que Bolsonaro deverá indicar para o STF.

Ele é o juiz responsável pela 7ª Vara Criminal de Justiça Federal da cidade do Rio de Janeiro e foi quem conduziu a Operação Lava-Jato na cidade.

Marcelo (49) é cristão, flamenguista e nascido em Nilópolis – RJ.

Formou-se pela Faculdade de Direito da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), e casou-se com a juíza federal Simone de Fátima Diniz Bretas, com quem tem dois filhos adolescentes.

O carioca também não desperdiça seu talento para a música e tem prazer em tocar uma bateria.

Bretas atuou 12 anos como juiz em Petrópolis.

Em 2014, nesta mesma cidade, o juiz realizou seu mestrado na Universidade Católica. Sua dissertação foi sobre o uso de interceptações telefônicas em investigações e como conciliar o direito à privacidade e a necessidade do Estado de investigar ilícitos.

Evangélico

O juiz foi criado em uma família evangélica, tem um irmão pastor e atualmente frequenta a Comunidade Evangélica Internacional da Zona Sul, no bairro do Flamengo, onde vive.

E exatamente por ser evangélico, o juiz tem sido criticado pela turma da lacrosfera para ser o novo nome para o STF.

Marcelo costuma compartilhar sua fé nas redes sociais e não se envergonha do Evangelho de Cristo. Pelo contrário, seu trabalho e maneira de viver têm os alicerces nos princípios éticos e morais bíblicos.

Bretas sabe separar trabalho e religião.

A Constituição Federal é para o trabalho, mas a Bíblia é seu manual de instruções para a vida.

Novo rumo

Em novembro de 2015, sua vida tomou um novo rumo, quando o então relator da Lava Jato no Supremo Tribunal Federal, Teori Zavascki, determinou a transferência do caso da estatal Eletronuclear, de Curitiba para o Rio de Janeiro. E dessa forma, o caso foi parar nas mãos de Bretas.

Em 2016, o juiz carioca condenou o ex-presidente da Eletronuclear, Othon Luiz Pinheiro da Silva, a 43 anos de prisão.

Desde então, o juiz condenou mais de 40 pessoas ligadas à Lava Jato.

Entre estas condenações, está a prisão de nomes como do ex-governador do Rio, Sérgio Cabral (MDB) e do empresário Eike Batista, que já foi considerado o homem mais rico do Brasil.

Bretas também foi quem assinou o pedido de prisão preventiva do ex-presidente Michel Temer (MDB).

Na decisão judicial, Bretas conclui que Temer seria o líder da organização criminosa e o principal responsável pelos atos de corrupção.

Nesta mesma decisão, também determinou a prisão preventiva do coronel João Baptista Lima Filho, amigo de Temer; do ex-governador do Rio e ex-ministro de Minas e Energia, Moreira Franco (MDB); e de outras 7 pessoas.

Qualidades

Bretas ficou conhecido como um juiz humano, por permitir que familiares de réus estejam presentes nas audiências, como no caso de Cabral.

Em 2018, o juiz autorizou que o ex-governador do Rio conhecesse o neto recém-nascido, em um encontro reservado durante a audiência.

E em outras ocasiões, também permitiu que Cabral conversasse com a esposa.

Ao longo de sua carreira, Bretas sempre se mostrou um juiz técnico, destemido, que trabalha com rigor, seriedade e que toma decisões bem fundamentadas.

Além disso, sempre foi muito bem visto pelos seus colegas da força-tarefa carioca.

Supremo

No momento, não há vagas no STF.

Mas, a partir do próximo ano, os ministros Celso de Melo e Marco Aurélio Mello alcançarão a idade de se aposentar, de 75 anos.

O presidente Bolsonaro, já havia declarado que uma das vagas está prometida para o ministro da Justiça Sergio Moro.

E tudo indica que a outra vaga será de Bretas.

Respondendo às críticas da lacrosfera e ao propor o juiz evangélico para o STF, o presidente Bolsonaro disse:

O Estado é laico, mas eu sou cristão”.

STF “legislando”

De acordo com as últimas atuações do STF, nota-se que o Supremo anda exercendo uma função que não cabe ao seu poder: o judicial.

No dia 23 de maio, 6 dos 11 ministros do Supremo votaram pela equiparação das práticas de homofobia e transfobia ao crime de racismo, com uma punição de 1 a 3 anos de prisão para quem ofender ou discriminar gays ou transgêneros.

O julgamento foi interrompido e será retomado em 5 de junho.


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Correspondente Internacional na Europa. Cristã, casada, mãe e bacharel em Relações Internacionais.

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