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Jesus refugiado no deserto do jornalismo brasileiro

Pastor Jaaziel Marcelo

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Imagem: Divulgação | Conexão Política

Nesta segunda (30) o presidenciável Jair Messias Bolsonaro foi entrevistado no programa Roda Viva, da TV Cultura. Como previsto, (e com uma bancada formada por jornalistas ativistas da ideologia de esquerda) não foi uma boa entrevista com uma pauta voltada para os principais anseios da população em relação a atual corrida presidencial.

E, mais uma vez, no meio dos questionamentos, Jesus é citado por um jornalista como um refugiado, na tentativa de validar a argumentação de que o país devesse abrir suas fronteiras para a entrada de qualquer pessoa oriunda de qualquer país ou situação.

Pois bem. Como teólogo, não posso deixar de falar a respeito desta velha tática do ativismo ideológico de esquerda, de tentar “usar” a figura de Jesus para validar sua pauta.

Não há muito tempo atrás, vimos um “cantor” chamar Jesus de gay e travesti no palco do Festival de Inverno de Garanhuns (PE). Ou seja, para os esquerdistas, Jesus era tudo o que eles pregam e nunca o que realmente foi.

Para desmistificar de vez esta pecha de refugiado, é necessário aqui fazer uma contextualização da época em que Jesus viveu e comparar com os refugiados dos dias atuais. Para isto vou usar como base a única situação da vida de Jesus que possa associar-se ao status de refugiado: a fuga para o Egito durante sua tenra infância. No Evangelho segundo Mateus lemos:

“E, tendo eles se retirado, eis que o anjo do Senhor apareceu a José em sonhos, dizendo: Levanta-te, e toma o menino e sua mãe, e foge para o Egito, e demora-te lá até que eu te diga; porque Herodes há de procurar o menino para o matar. E, levantando-se ele, tomou o menino e sua mãe, de noite, e foi para o Egito. E esteve lá, até à morte de Herodes, para que se cumprisse o que foi dito da parte do Senhor pelo profeta, que diz: Do Egito chamei o meu Filho.” (Mateus 2:13-15)

“Morto, porém, Herodes, eis que o anjo do SENHOR apareceu num sonho a José no Egito. Dizendo: Levanta-te, e toma o menino e sua mãe, e vai para a terra de Israel; porque já estão mortos os que procuravam a morte do menino. Então ele se levantou, e tomou o menino e sua mãe, e foi para a terra de Israel.” (Mateus 2:19-21)
Bíblia Sagrada versão ACF e grifo meu

Como vimos, a fuga para o Egito se deu por conta da ameaça iminente de morte ao menino Jesus e para que se cumprisse uma palavra profética a seu respeito. Diga-se de passagem, todas as profecias a respeito do aparecimento do Messias foram cumpridas em Jesus. Yeshua é seu nome no original hebraico.

Assim sendo, se considerarmos refugiado como aquele que foge de seu país de origem para outro em busca de asilo e proteção de um perigo iminente, Jesus foi sim um refugiado. Acontece que, de acordo com o Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (ACNUR), o refugiado não volta ao seu país de origem. Veja no site abaixo o que está escrito e eu grifo:

“Diferentemente dos refugiados, que não podem voltar ao seu país, os migrantes continuam recebendo a proteção do seu governo. […] Confundir os termos “refugiado” e “migrante” pode gerar sérias consequências na vida e na segurança dos refugiados. Misturá-los desvia a atenção das salvaguardas legais especificas a que os refugiados têm direito.”

Extraído do site nações unidas

Podemos então associar a fuga de Jesus para o Egito mais como uma situação de migrante do que de refugiado. Então vamos parar de vez com esta história de dizer que Jesus também foi refugiado.

Na verdade, todos nós somos refugiados. O perigo iminente é o deserto da ignorância bíblica, principal característica do jornalismo brasileiro e mundial! Afinal, de Bíblia entendem os estudiosos da mesma e não jornalistas formados na fábrica de militantes esquerdiotizados. Quando um jornalista faz uma matéria sobre saúde, ele deve procurar conhecer a opinião de médicos e pesquisadores desta área de conhecimento humano. Ao falar sobre engenharia ou aviação, fazem o mesmo. Porque raios então para falar de Jesus ou de Bíblia não procuram teólogos e estudiosos?

O jornalismo tornou-se um deserto de “fake news”, onde a informação é apenas encontrada no oásis da informação independente.

Finalizo dizendo que todos somos refugiados. Todos precisamos fugir da ignorância tanto em relação às notícias quanto às Boas Notícias do Evangelho. O mal que intenta nos conduzir à condenação eterna nos obriga a fugir para o único refúgio possível e preparado por Deus para a humanidade: Jesus Cristo. Se você ainda não pediu asilo à Ele, faça-o ainda hoje e certamente ele o receberá não com um visto de asilado mas com um passaporte de cidadão dos céus.

Shalom!

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