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Hashtag #TeichLiberaCloroquina lidera no Twitter

Thaís Garcia

Publicado

em

Imagem: Reprodução/Twitter

Nesta segunda-feira (11), o povo brasileiro se levantou em massa nas redes sociais pressionando o ministro Nelson Teich, para que o Ministério da Saúde atualize o protocolo do uso da hidroxicloroquina. Eles também exigem que o medicamento seja utilizado tanto no início da doença, quanto depois, no tratamento da covid-19 em toda a rede do SUS.

A Hashtag #TeichLiberaCloroquina lidera nas tendências do Twitter, com mais de 54 mil Tweets até o fechamento da matéria.

Hidroxicloroquina no Brasil

Segundo o Conselho Federal de Medicina, o Brasil já acatou o uso do medicamento, tanto no início da doença, quanto depois, mas falta o Ministério da Saúde atualizar o protocolo.

Em entrevista exclusiva para a TV Jornal da Cidade Online, Dr.Paolo Zanotto, virologista e professor da USP, diz que o tratamento precoce com hidroxicloroquina pode salvar vidas, mas a burocracia ou mesmo interesses políticos e econômicos de grandes indústrias farmacêuticas estão dificultando a adoção do medicamento.

Durante a entrevista, o virologista traz esclarecimentos essenciais para a população. Especialista importante e reconhecido, ele falou sobre como outros países vêm usando o medicamento com sucesso, sobre os pseudocientistas de internet, propagadores de desinformação, e muito mais.

“O Conselho Regional de Medicina do Maranhão já colocou o tratamento precoce com hidroxicloroquina, azitromicina e zinco como sendo o tratamento recomendado. Tem hospitais de São Paulo que estão usando esse protocolo com sucesso. O mundo inteiro está usando, inteiro não, infelizmente, mas os países que estão usando, estão tendo uma redução dramática de mortalidade. Daqui para frente, é completamente inexplicável e inaceitável as pessoas fazerem oposição a isso”, ressaltou Zanotto.

“A burocracia para adotar o remédio tem a ver com um somatório de funções, acho que 90% é ignorância, pura imbecilidade mesmo e aí tem um pouco de interesse, porque tem outras moléculas [medicamentos], que poderiam dar muito dinheiro para alguns grupos. Tem a questão política, de que esse remédio foi associado com governos de direita. Então, todo pessoal que tem um direcionamento ideológico meio monocromático, epidérmico, vai ter uma reação visceral contra algo que eles veem que pode levantar a bola da oposição política deles. É absurdo estarmos no século XXI e ter esse tipo de barbaridade”, lamentou o virologista.

Segundo o Jornal da Cidade, todos deveriam ouvi-lo, independente da posição política, tendo em vista que a vida dos brasileiros está acima de qualquer disputa ideológica.

Crime organizado e o tráfico de medicamentos

Dr. Paolo Zanotto disse ao Jornal da Cidade que também há um aspecto espantoso nessa pandemia.

“À medida que vários governos de estado escondem remédios, esses remédios são repassados para o crime organizado, e o crime organizado está vendendo isso para as pessoas. Isso já foi confirmado em estados do norte do Brasil e até no Rio de Janeiro”, afirma Zanotto.

Morte como ferramenta política
De acordo com Zanotto, até começar essa “bagunça” toda, era possível comprar hidroxicloroquina na farmácia, e sem receita.

“Todos os pacientes de artrite reumatoide, lúpus, estão desesperados, porque não acham na farmácia. Então, que grande favor esses governadores que sequestraram esse remédio, estão fazendo para o povo, além de estarem potencializando a mortalidade em massa? Como é possível jornalistas, heróis da web, um bando de desinformados, ativistas políticos… começarem a gritar contra uma coisa [hidroxicloroquina] que os parentes deles tomam há décadas? Isso é de uma falta de seriedade, de honestidade intelectual, inclusive de compaixão, são pessoas que veem a morte dos outros como ferramenta política”, destacou Zanotto.

Veja a entrevista completa:

Cristã e Correspondente Internacional na Europa.

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