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Grupo de médicos inicia abaixo-assinado Manifesto de brasileiros em defesa ao acesso igualitário à saúde e ao tratamento precoce contra o coronavírus

Redação

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Imagem: Reprodução

Com o objetivo de ajudar a população brasileira na causa da pandemia COVID-19, um grupo de médicos chamado ‘Médicos Pela Vida Covid19‘ iniciou um abaixo-assinado Manifesto de brasileiros em defesa ao acesso igualitário à saúde e ao tratamento precoce contra o coronavírus.

O manifesto dos brasileiros é destinado ao Presidente da República, Governadores dos Estados, Prefeitos das Capitais e Municípios do Brasil. Aos Senadores da República, Deputados Federais, Estaduais e Distritais e Vereadores.

O Médicos Pela Vida Covid19 é um grupo de médicos de todas as especialidades que assiste pessoas acometidas pela pandemia da covid-19. O grupo defende a relação médico-paciente, a assistência primária e o tratamento precoce da covid-19, que segundo os médicos, salvam vidas.

“Pacientes pedindo tratamento precoce, ansiando de não serem hospitalizados, muito menos intubados sob risco de morte. A angústia em atender adequadamente a essas pessoas, por vezes dentro de nossa própria casa, nos motivou a estudar, observar, e lançar mão de condutas que fossem benéficas às pessoas, inclusive para nós mesmos. Daí nasceu a assistência observacional de cada um de nós, convergida para a experiência coletiva, consolidada na produção de uma proposta de protocolo que servisse de guia para os colegas, sensibilizasse autoridades, e tirasse as pessoas do abandono pré-hospitalar, atendendo às expectativas de não precisarem ser hospitalizadas. Intento que temos conseguido na grande maioria dos casos”, diz a fundadora do grupo, Dra. Cristiana Altino de Almeida.

Em um vídeo explicativo (neste link), a Dra. Cristiana Altino de Almeida fala da importância do atendimento pré-hospitalar e do resultado significativo desse procedimento para preservar vidas.

Dra. Cristiana Altino de Almeida é especialista em Medicina Nuclear pelo Colégio Brasileiro de Radiologia, fez residência médica na Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP) em Endocrinologia e em Medicina Nuclear, e é ex-presidente da Sociedade Brasileira de Biologia, Medicina Nuclear e Imagem Molecular.

Participe do abaixo-assinado através deste link abaixo:
https://www.change.org/medicospelavidacovid-19

Em seguida, o manifesto na íntegra:

MANIFESTO DOS BRASILEIROS EM DEFESA DO ACESSO IGUALITÁRIO À SAÚDE. QUEREMOS TRATAMENTO PRECOCE CONTRA O CORONAVÍRUS.

Ao Presidente da República, Governadores dos Estados, Prefeitos das Capitais e Municípios do Brasil. Aos Senadores da República, Deputados Federais, Estaduais e Distritais e Vereadores.

Sabemos que a COVID-19, causada pelo coronavírus, não é uma virose simples. Trata-se de uma doença sistêmica, complexa, generalizada, infecciosa-imunológica-hematológica-inflamatória que pode acometer as pessoas de forma leve, e também pode evoluir para as formas moderada e grave com elevado índice de letalidade, especialmente entre as pessoas consideradas de risco.

Sabemos que, por se tratar de uma doença nova, pandêmica, ainda não existe um tratamento específico, definitivo, nem vacina que previna.

Por diversas experiências e observações práticas de sucesso, realizadas em vários países e serviços brasileiros, evidenciamos que diversos medicamentos que são usados para tratamento de outras doenças há muitos anos, com efeitos colaterais e dosagens adequadas bem conhecidos, podem atuar positivamente também no tratamento da COVID-19, reduzindo a taxa de internamento hospitalar, de internamento em Unidades de Terapia Intensiva, o uso de respiradores, o tempo de recuperação e principalmente sua taxa de letalidade.

Entendemos que, por não podermos identificar quais pacientes vão evoluir com gravidade, diante dos primeiros sinais suspeitos de infecção pelo Coronavírus, todas as pessoas devem ser identificadas e isoladas de forma correta, assim como seus contatos das últimas duas semanas, familiares, colegas de trabalho ou amigos. O que não está sendo feito no Brasil quando a primeira recomendação das unidades de saúde, no primeiro atendimento, manda que essas pessoas infectadas retornem para casa com tratamento sintomático, instruídas apenas a voltar para atendimento médico se apresentarem tosse ou falta de ar. Consideramos que as pessoas infectadas devem receber atendimento médico aos primeiros sintomas e prescrição de medicamentos adequados para cada caso, tais como Ivermectina, Nitazoxanida, Hidroxicloroquina, Azitromicina e Sulfato de Zinco e outros antivirais na fase inicial da doença. Para podermos usar, um ou outro, ou vários. Medicamentos que devem estar disponibilizados nas farmácias e nas redes públicas e privadas de atendimento primário. O tratamento instituído nas fases mais leves ou moderadas da doença além de salvar vidas diminui o número de pessoas que precisam de internamento, esperam em filas por leitos hospitalares ou de terapia intensiva na rede pública e diminui os custos de tratamento dessa pandemia encurtando o ciclo da doença e permitindo mais rapidamente a volta à vida normal dos brasileiros. Questionamos, inclusive, o fato de em locais onde foi imposto o chamado lockdown, o cidadão ser retirado do isolamento do seu carro, e forçado a usar o aglomerado transporte público, ao tempo que os avós e doentes dos desfavorecidos não tiveram, nem têm, a oportunidade de serem acolhidos e protegidos em locais seguros próximos às suas residências, permanecendo no mesmo ambiente que todos os demais familiares.

Para tanto, reivindicamos que as seguintes providências sejam implementadas de imediato:

1-     Direcionar recursos financeiros e humanos para a atenção ambulatorial, estabelecendo protocolo específico para o atendimento precoce e capacitando as equipes de saúde.

2-     Estabelecer campanhas publicitárias mudando a orientação atual: ao invés de estimular as pessoas a ficar em casa e somente procurar o atendimento diante de sintomas mais graves, orientá-las a procurar o médico diante dos primeiros sintomas da doença.

3-     O atendimento médico, seja na unidade de saúde, seja por teleorientação, precisa ter as condições adequadas para prescrição e entrega de remédios necessários, de acordo com cada caso, assim como termo de consentimento, fornecidos pelos planos de saúde e governos federal, estaduais e municipais. É a campanha “REMÉDIOS NA MÃO”!

4-     Habilitação das estruturas federais para assistência à pandemia, tais como Hospitais militares e organizações militares, inclusive com suas farmácias distribuindo os medicamentos prescritos pelos médicos

5-     Efetivar o isolamento social voltado para pacientes e contactantes, com acompanhamento e controle adequados. Garantir que idosos e doentes possam usar estruturas públicas perto de onde moram, como escolas com médicos e demais profissionais de saúde, professores e recreadores, p. ex., com cuidado mais humanizado.

26 de maio de 2020.

No curso da pandemia COVID-19.

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