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Coronavírus

Governo da Holanda proíbe médico de continuar a tratar pacientes com coronavírus com a hidroxicloroquina

Thaís Garcia

Publicado

em

Imagem: Mara van den Oetelaar

O médico de família, Rob Elens, do sul da Holanda, estava tratando com eficácia seus pacientes infectados pelo coronavírus com a combinação de hidroxicloroquina, zinco e azitromicina. Nesta querta-feira (8), a agência governamental holandesa de inspeção de sáude IGJ proibiu Elens de dar continuidade ao tratamento em seus pacientes, e estará sujeito a multas caso desobedeça à ordem.

“A inspeção acha que isso é uma coisa ruim. O clínico geral e a farmácia local [que fornecia os medicamentos] estão agindo contrariamente às diretrizes de tratamento. Ainda não há cura comprovada para o corona. E a maneira pela qual ele agora indica que está experimentando não está de acordo com as diretrizes”, disse um porta-voz da agência governamental ao jornal holandês De Limburger.

O médico de família da cidade de Meijel, na província de Limburg, confirmou ao jornal que o órgão de inspeção de saúde o proibiu de aplicar o tratamento em seus pacientes. Ele também confirmou que vai parar com o tratamento.

“Eu não tenho escolha… É uma pena, mas entendê-los eu não entendo”, disse Elens.

Como noticiado pelo Conexão Política anteriormente (matéria neste link), Elens tratou 8 pacientes com a combinação de hidroxicloroquina, zinco e o antibiótico azitromicina. Todos os oito foram curados depois de alguns dias, segundo o médico.

EUA, França e Brasil

A combinação usada por Elens já está sendo aplicada no Brasil, EUA, França e muitos outros países, que estão obtendo resultados fantásticos e evitando milhares de mortes.

Em Nova York, o tratamento está sendo feito pelo médico Vladimir Zelenko, que agora registra uma pontuação de 100% de sucesso com base em 700 pacientes. Os relatórios de Zelenko levaram Elens a usar a mesma combinação, em consulta com o farmacêutico de sua clínica. Elens não queria mais apenas chamar a ambulância para levar seus pacientes ao hospital, ele queria fazer algo mais por eles.

O epidemiologista francês, Dr. Didier Raoult, afirmou que 2.187 pacientes foram tratados no Instituto HU Méditerranée Infection, em Marselha, com a administração de hidroxicloroquina e azitromicina até 8 de abril de 2020.

Pesquisa

Uma pesquisa internacional com mais de 6.000 médicos em 30 países, divulgada na quinta-feira (2), revelou que o medicamento antimalárico hidroxicloroquina é o tratamento mais bem avaliado para o coronavírus chinês.

Os 30 países pesquisados ​​incluíam países da Europa, Ásia, América do Norte e América do Sul, além da Austrália. Nenhum incentivo foi fornecido para participar da pesquisa, realizada de 25 a 27 de março, de acordo com a empresa de pesquisa em saúde Sermo.

A empresa de pesquisa publicou o relatório no Twitter.

O uso de hidroxicloroquina entre os médicos é de 72% na Espanha, 49% na Itália, 41% no Brasil, 39% no México, 28% na França, 23% nos EUA, 17% na Alemanha, 16% no Canadá, 13 % no Reino Unido e 7% no Japão.

No entanto, a agência do governo holandês continua a afirmar que a hidroxicloroquina não deve ser prescrita dentro dos cuidados regulares contra a infecção pelo coronavírus.

“Se a cloroquina não é prescrita de acordo com as diretrizes, há uma escassez do remédio para pessoas que realmente precisam dele”, disse um porta-voz.

A agência ainda ressalta que “não há medicamentos ou vacinas preventivas contra o coronavírus e que também não é completamente comprovado se a hidroxicloroquina que tem algum efeito preventivo contra o coronavírus”.

Além disso, a agência afirma que “a hidroxicloroquina é altamente tóxica em overdose”. Uma afirmação bastante tendenciosa, considerando que qualquer medicamento tomado em overdose é altamente tóxico.

A Associação de Médicos de Família da Holanda (Nederlandse Huisartsen Genootschap – NHG) e o órgão de sáude da província de Limburg (GGD) também reprovaram a abordagem de Elens.

“A administração de hidroxicloroquina e azitromicina não é recomendada devido à falta de evidências, enquanto são relatadas arritmias cardíacas”, disse uma porta-voz da NHG. E o GGD disse que “apoia apenas métodos de tratamento que são bem pesquisados”.

O clínico geral de Meijel, Rob Elens, espera que ele ainda possa fazer algo para ajudar a combater o vírus chinês.

“Acabei de receber uma ligação de um intensivista sobre um suplemento que seria ainda melhor que a hidroxicloroquina. Este suplemento também pode ser tomado com zinco”, disse Elens.

O médico não informou ao jornal qual seria esse suplemento.

 

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Cristã e Correspondente Internacional na Europa.

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