Se a situação entre os Estados Unidos e o Irã irá escalar para uma guerra, ainda não sabemos. Mas certamente não veremos postagens do conflito na rede social TikTok. O Exército norte-americano proibiu os soldados de usarem a popular rede social chinesa, aceitando uma recomendação do Pentágono, que considera o app uma ameaça à segurança.
Em entrevista ao site Military, o porta-voz do Exército, o tenente-coronel Robin Ochoa, explicou que o TikTok “é considerado uma ameaça cibernética. Nós não permitimos isso em telefones do governo”.
Em dezembro, o Departamento de Defesa do governo dos EUA emitiu um comunicado identificando “o TikTok como tendo potenciais riscos de segurança associados ao seu uso”, e instruindo todos os seus funcionários a desinstalarem o app “para contornar a exposição de informações pessoais”. A recomendação veio depois de um pedido de investigação do Senado, uma vez que recrutadores do Exército vinham utilizando a rede social para alcançar e engajar jovens.
Os senadores Tom Cotton (Republicano) e Chuck Schummer (Democrata) demonstraram receios pelo aplicativo pertencer à ByteDance, com sede em Pequim. O TikTok tem uma versão chinesa, chamada Douyin, que só roda no país. Além do Exército, a Marinha fez a mesma recomendação aos seus membros.
Receba notícias do Conexão Política no seu WhatsAppReceba notícias do Conexão no WhatsAppA proibição, porém, só vale para os telefones pertencentes ao governo, disse Ochoa ao portal Military. Os soldados e oficiais ainda podem utilizar o aplicativo em seus aparelhos particulares – mas com cuidado. Alguns sistemas e bancos de dados sensíveis das Forças Armadas só podem ser acessados por aparelhos autorizados.