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EUA: Kodak vai produzir ingredientes para hidroxicloroquina

Guilherme L. Campos

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A Kodak e o governo americano anunciaram um acordo histórico para a produção de ingredientes para uma grande variedade de medicamentos genéricos nos EUA com o propósito de diminuir a dependência do país dos ingredientes chineses. Entre os medicamentos para os quais a Kodak irá produzir ingredientes está a Hidroxicloroquina.

“Este é o começo da independência farmacêutica americana de países estrangeiros”, disse o conselheiro comercial da Casa Branca, Peter Navarro, em entrevista à rede Fox Business.

“Quando isso acontecer, 25% dos [ingredientes farmacêuticos ativos] para genéricos de que precisamos nos Estados Unidos estarão exatamente nessas instalações [da Kodak, nos EUA.]”, disse Navarro na entrevista.

Para acelerar a produção e ajudar a empresa a estabelecer seu braço farmacêutico — a Kodak Pharmaceuticals — a empresa ganhou um empréstimo do governo de US$ 765 milhões sob a Lei de Produção de Defesa. O objetivo é o de acelerar a produção doméstica de medicamentos que podem tratar uma variedade de condições médicas e diminuir a dependência dos EUA de fontes estrangeiras, sobretudo da China.

“Temos uma longa história em materiais químicos e materiais avançados – bem mais de 100 anos”, disse o CEO da Kodak, Jim Continenza. Ele acrescentou que a infraestrutura existente da Kodak permite que a empresa “comece a produzir rapidamente”. A companhia é baseada em Rochester, estado de Nova York.

Ações da Kodak disparam 2,441%

As ações da Eastman Kodak Co. saltaram 2.441% nesta semana, elevando seu valor de mercado para quase US$ 2 bilhões após a companhia confirmar a criação da Kodak Pharmaceuticals, ramo que será responsável pela fabricação de 25% da demanda norte-americana por ingredientes de medicamentos genéricos, incluindo aqueles para coronavírus.

A Kodak, outrora gigante do ramo de fotografia, viu seus negócios ruírem ao longo dos anos após o fenômeno das câmeras digitais.

Somente nesta quarta-feira (29), as ações da empresa dispararam 655%. O valor da empresa alcançou US$ 1,99 bilhão às 10h25, horário de Nova York, após fechar a sexta-feira passada a US$100 milhões.

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Católico, Conservador, Correspondente Internacional, Observador Político e criador do 'Direto da América'. Atualmente vive no estado da Pensilvânia, Estados Unidos.

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