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EUA enviarão navios da Guarda Costeira ao Pacífico ocidental para conter a China

Thaís Garcia

Publicado

em

Imagem: US. Coast Guard

Os Estados Unidos enviarão navios de patrulha da Guarda Costeira ao Pacífico ocidental para conter o que descreveram como atividades “desestabilizadoras e malignas” na região pela China, disse o principal Conselheiro de Segurança do país, Robert O’Brien, na sexta-feira (23).

A Guarda Costeira dos EUA estava “estrategicamente transportando para casa os navios Fast Response Cutter (FRC) significativamente aprimorados … no oeste do Pacífico”, disse o Conselheiro de Segurança Nacional da Casa Branca, Robert O’Brien, em um comunicado.

Os FRCs da classe “Sentinel” apresentam equipamentos avançados de comando, controle, comunicações, computadores, inteligência, vigilância e reconhecimento, capacidade de lançar e recuperar barcos de borracha a partir de ré ou de turcos laterais e têm capacidade melhorada de navegação e a habitabilidade, de acordo com a USCG. Cada FRC tem 154 pés (47 m) de comprimento, desloca 359 toneladas, possui uma autonomia de cinco dias e pode atingir uma velocidade máxima de mais de 28 nós.

Descrevendo os EUA como uma potência do Pacífico, a declaração acrescentou que a “pesca ilegal, não declarada e não regulamentada da China e o assédio de navios que operam nas Zonas Econômicas Exclusivas de outros países do Indo-pacífico ameaçam nossa soberania, bem como a soberania de nossos vizinhos do Pacífico e põe em risco a estabilidade regional”.

O’Brien disse que os esforços dos EUA, inclusive da Guarda Costeira, são “essenciais para conter essas ações desestabilizadoras e malignas”.

O Secretário de Estado dos EUA, Mike Pompeo, liderou recentemente uma reunião do chamado ‘The Quad’ em Tóquio neste mês. Washington espera que esta aliança estratégica informal de quatro democracias do Indo-pacífico, Estados Unidos, Japão, Índia e Austrália, possa atuar como um baluarte contra a crescente assertividade da China e extensas reivindicações marítimas chinesas na região, incluindo quase todo o Mar do Sul da China.

No domingo (25), Pompeo iniciou uma turnê de cinco dias pela Índia, acompanhado pelo Secretário de Defesa dos EUA, Mark Esper e, em seguida, ele segue para o Sri Lanka, Maldivas e Indonésia. A segurança marítima e um “Indo-pacífico livre e aberto” estarão no topo da agenda, disse o Departamento de Estado.

Em julho, Esper condenou um “catálogo de mau comportamento” no Mar da China Meridional nos meses anteriores, acusando os militares chineses de terem afundado um barco de pesca vietnamita, assediado navios de petróleo e gás da Malásia e escoltado frotas de pesca chinesas para a Zona Econômica Exclusiva da Indonésia.

O’Brien acrescentou que a Guarda Costeira, que está subordinada ao Departamento de Segurança Interna (DHS) dos EUA, também estuda a possibilidade de estacionar permanentemente vários de seus navios-patrulha na área de Samoa Americana, no Pacífico Sul.

No mês passado, a Indonésia protestou depois que os navios da Guarda Costeira chinesa viajaram para sua Zona Econômica Exclusiva, situada entre suas próprias águas territoriais e águas internacionais, e onde o Estado reivindica direitos exclusivos para desenvolver recursos naturais.

A China reivindica quase todo o Mar da China Meridional como “seu”. Vietnã, Malásia, Taiwan e Filipinas também reivindicam as partes do mar mais próximas de suas costas.

A Marinha dos Estados Unidos conduz regularmente o que chama de operações de “liberdade de navegação” no mar disputado, devido a reivindicações chinesas e suas instalações de postos militares em ilhas e ilhotas da região.

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