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Escritório da primeira-dama do estado do RJ recebia R$ 15 mil mensais de empresa suspeita

Tiago Netto

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O principal objetivo da operação Placebo, deflagrada nesta terça-feira (26), pela Polícia Federal, era o recolhimento de provas do suposto envolvimento do governador do Rio, Wilson Witzel e sua mulher, Helena, em fraudes relacionadas a contratos emergenciais para o combate à pandemia do coronavírus no estado.

Um dos elementos que levaram à operação foi o fato de, durante as investigações, agentes terem descoberto que o escritório de advocacia da primeira-dama do estado, Helena Witzel, recebeu, a partir do ano passado, R$ 15 mil mensais da DPAD Serviços Diagnósticos, que tem como sócios Alessandro Duarte e Juan de Paula.

Eles são ligados ao empresário Mário Peixoto, preso este mês sob a acusação de comandar um esquema que superfatura vendas e serviços para a Secretaria de Saúde e que teria começado ainda no governo de Sérgio Cabral, preso após ter um esquema de corrupção descobertos.

Toda a investigação que deu origem à operação começou na Polícia Civil do Rio. Agentes teriam encontrado indícios da participação do ex-subsecretário de Saúde Gabriell Neves, que está preso, na escolha de empresas que venderam respiradores ao estado. Foram comprados mil aparelhos com preços superfaturados, mas apenas 33 equipamentos foram efetivamente entregues.

O inquérito passou, então, para o Ministério Público do Rio, e, com a apuração chegando ao governador, foi remetido ao Ministério Público Federal, tendo em vista o foro privilegiado de Witzel.

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Colunista do Conexão Política. Brasileiro com muito orgulho e apaixonado por esta nação. Cristão.

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