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Doria defende frente política para 2022, incluindo quem têm um pensamento mais à esquerda

Raul Holderf Nascimento

Publicado

em

Valter Campanato | Agência Brasil

Em entrevista ao Estadão, o governador de São Paulo, João Doria (PSDB-SP), defendeu uma frente política nas eleições de 2022, que inclua até mesmo a ala centro-esquerda.

Fortemente criticado nas redes sociais por ‘medidas autoritárias’ desde o início da pandemia, Doria tem pregado um discurso de diálogo ‘contra os extremos’.

O tucano é apontado como nome favorito do PSDB para disputar as eleições presidenciais de 2022, uma vez que não completou o mandato de prefeito para concorrer ao governo do estado São Paulo.

O cenário pode se repetir e fazer com que ele seja um dos nomes a disputar o pleito de 2022.

Ao Estadão, ele disse:

“A frente não deve ser contra Bolsonaro, mas a favor do Brasil. A frente deve reunir o maior número possível de pessoas e pensamentos que estejam dispostos a proteger o Brasil e a população. Comporta o pensamento liberal de centro, que é o que eu pratico, mas comporta também centro-direita, centro-esquerda, aqueles que têm um pensamento mais à esquerda e à direita. Só não caberá o pensamento dos extremistas, até porque os extremistas não querem compartilhar, discutir. Eles querem impor situações ao País, tanto na extrema-esquerda, quanto na extrema-direita. Destes extremos nós temos que ficar longe.”

Questionado sobre a saída da Prefeitura de São Paulo antes do término do mandato, Doria argumentou que o assunto faz parte do passado.

“Isso é tempo passado. Eu hoje sou governador do Estado de São Paulo, eleito. O Bruno no primeiro turno foi votado para ser reconduzido à Prefeitura de São Paulo. Em suma, o que vale na democracia é o voto.”

A respeito de uma possível reeleição ao governo, ele descartou.

“Não se trata de ser ou não candidato a presidente, mas de manter minhas convicções. Sou contra a reeleição. Sempre defendi mandato único de cinco anos. Não critico nem condeno os que disputam reeleição, como Bruno Covas. Mas eu, por ser contra a reeleição, vou manter a minha coerência. Não vou disputar a reeleição.”

Professor, cristão, colunista, e redator. Amo ciências políticas, sou conservador e nordestino com orgulho.

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