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Depois do Reino Unido, agora na Alemanha: deputado ativista LGBT acusa Franklin Graham de ser ‘pregador de ódio’ e tenta cancelar seu evento no país

Thaís Garcia

Publicado

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Imagem: Franklin Graham/ Facebook

Várias igrejas evangélicas na Alemanha estão defendendo o reverendo e pregador americano Franklin Graham,  diante das críticas a suas crenças bíblicas sobre sexualidade, informou o Premier Christian News.

Franklin Graham, evangelista e filho do falecido pregador Billy Graham e também presidente e CEO da Associação Evangelística Billy Graham (BGEA), e da Samaritan’s Purse, uma organização internacional de assistência social, está programado para pregar no ‘Festival of Hope’ (Festival da Esperança) em Colônia, em 20 de junho deste ano.

O evento faz parte da programação de uma turnê do evangelista na Europa.

Um nível crescente de oposição à turnê de Graham surgiu depois que um membro da ‘Bundestag’ alemã (Câmara dos Deputados) em Colônia, o ativista LGBT Sven Lehmann (Do Partido Verde NRW), escreveu uma carta aberta ao local do evento pedindo que “não permitissem que o pregador do ódio subisse ao palco”.

“Graham tem sido repetidamente contra homossexuais”, dizia a carta. “Em 2015, ele pediu um boicote a uma empresa simpatizante do LGBTI e explicou um ano depois que os homossexuais são ‘inimigos’ dos cristãos, devido a não se arrependerem de sua orientação sexual”.

O deputado ativista Lehmann continuou insistindo que, como resultado do chamado “ódio aos homossexuais” de Graham, o evento fosse “cancelado”.

Alegação difamatória

Em resposta à carta, várias congregações evangélicas saíram em apoio ao proeminente evangelista americano. A Igreja Evangélica Livre de Colônia afirmou em comunicado que a alegação contra Graham é difamatória.

A igreja também explicou que o objetivo de Graham para a turnê era simplesmente convidar as pessoas para sua apresentação do evangelho – uma mensagem de transformação de vida.

O diretor do Seminário Bíblico em Bonn, Heinrich Derksen, acrescentou que Graham não estava provocando ódio contra gays e afirmou que “nunca pediria que os direitos humanos fossem restringidos para homossexuais”.

Em oposição, Associação de Lésbicas e Gays de Colônia (KLUST) argumentou que Graham considera “a homossexualidade como pecado” e considera isso como “um terreno fértil no qual a violência contra lésbicas e gays prospera”.

Graham disse que, embora acredite que o casamento seja apenas entre um homem e uma mulher, ele não está pregando contra ninguém.

Ao anunciar o Festival da Esperança em Colônia (Köln), a BGEA disse: “O pai de Franklin Graham, Billy Graham, iniciou suas primeiras campanhas evangelísticas na Alemanha em 1954, o que levou a quase quatro décadas de ministério na Alemanha e atingiu mais de 3 milhões de pessoas com a mensagem do amor de Deus. Franklin Graham acredita, como seu pai, que o que a Alemanha e o resto do mundo precisa é de mudança espiritual”.

“Estou vindo para a Alemanha para compartilhar a mesma mensagem poderosa que meu pai pregou aqui por quase 40 anos”, afirmou o Reverendo Franklin Graham.

“Meu pai amava a Alemanha e visitou o país 17 vezes para pregar. Assim como meu pai, estou ansioso para compartilhar com o povo de Colônia que Deus os ama e tem um propósito para suas vidas”, acrescentou o pregador.

Contestações judiciais

Enquanto isso, a Associação Evangelística Billy Graham (BGEA) montou contestações judiciais contra os cancelamentos de Graham no Reino Unido. Um tribunal escocês recentemente acelerou um caso envolvendo a BGEA, o Conselho da Cidade de Glasgow e o Scottish Event Campus Limited.

Além disso, a BGEA também apresentou ações legais contra partes em Sheffield e no País de Gales que acredita serem responsáveis ​​pelo cancelamento de seus contratos juridicamente vinculativos.

A turnê de oito dias de Graham deve começar em Glasgow, na Escócia em 30 de maio.

Como o Conexão Política noticiou em janeiro, Graham estava programado para falar, em 12 de junho de 2020, em um evento em Liverpool, no Reino Unido. No entanto, autoridades locais proibiram a vinda dele e cancelaram o evento, depois de se submeter à pressão de ativistas LGBTQ.

Após a proibição em Liverpool, outros grupos ativistas LGBT em diferentes locais da turnê no Reino Unido estão tentando impedir que Graham pregue o Evangelho de Cristo.

Graham escreveu uma carta aberta à comunidade LGBTQ no Reino Unido em janeiro, informando que ele iria para a Grã-Bretanha não para condená-los. Pelo contrário, ele está indo para apresentar o Evangelho.

Graham, no entanto, admitiu que vê a homossexualidade como um pecado.

“O problema, penso eu, é se Deus define a homossexualidade como pecado”, escreveu ele. “A resposta é sim. Mas Deus vai mais além do que isso, dizendo que somos todos pecadores – inclusive eu. A Bíblia diz que todo ser humano é culpado de pecado e precisa de perdão e limpeza. A penalidade do pecado é a morte espiritual – separação de Deus para a eternidade”, disse Graham.

Graham também defendeu o direito à liberdade de expressão e liberdade religiosa. Ele escreveu que não iria ao Reino Unido “para falar contra ninguém” porque o Evangelho “é inclusivo”.

“Estou indo falar para todos”, acrescentou. “O Evangelho é inclusivo. Eu não estou levando o ódio, estou levando o amor.”

O pregador de 67 anos terminou sua carta dizendo que aqueles da comunidade LGBTQ são “absolutamente bem-vindos” a participar de um de seus eventos no Reino Unido.

 

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