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Conselheiro de Segurança Nacional dos EUA diz que China interfere nas eleições americanas tentando influenciar autoridades locais

Thaís Garcia

Publicado

em

Imagem: Reprodução

Depois que o Diretor de Inteligência Nacional dos EUA, John Ratcliffe, e o Diretor do FBI, Chris Wray, anunciaram que o Irã e a Rússia obtiveram informações dos eleitores dos EUA para influenciar as eleições americanas, agora o Conselheiro de Segurança Nacional, Robert O’Brien, disse que a China e vários outros países também estão envolvidos nos esforços de interferência eleitoral.

“Queremos que os eleitores saibam o que está acontecendo”, disse O’Brien na quinta-feira (22), durante entrevista à ‘Fox & Friends’, acrescentando: “tenho falado sobre isso há muitos meses, como vocês sabem. Não são apenas a Rússia e o Irã, mas a China e vários outros países que ainda não divulgamos.”

O’Brien não forneceu detalhes sobre como a China tem interferido nas eleições de 2020 nos EUA, mas apontou que há esforços chineses para cultivar autoridades locais nos EUA que a China poderia tentar influenciar.

“A China tenta cultivar líderes locais, prefeitos, governadores e congressistas e convencê-los de que se eles não votarem do jeito da China ou não fizerem o que a China deseja, a China não investirá em seus distritos ou cidades”, disse O’Brien. “E há outros países que estão tentando fazer algo por vias cibernética, Twitter e Facebook; então o que pedimos ao povo americano é apenas certificar-se de que as informações que recebem são de uma fonte confiável.”

Os comentários de O’Brien vêm depois de um relatório da comunidade de inteligência de agosto que avaliou os interesses russos junto aos interesses chineses e iranianos para minar as chances de reeleição de Trump.

No anúncio de quarta-feira (21), Ratcliffe e Wray divulgaram alguns detalhes sobre os esforços de interferência russa nas eleições, e Ratcliffe observou que os esforços iranianos incluíam os eleitores do Partido Democrata, enviando-lhes e-mails intimidadores que falsamente aparentavam vir de “grupos de direita” como os ‘Proud Boys’. Ratcliffe disse que os esforços iranianos foram feitos para “intimidar os eleitores, incitar o tumulto social e prejudicar o Presidente Trump”.

O’Brien disse na quinta-feira que as autoridades de segurança dos EUA estavam tomando “medidas importantes para proteger as eleições”.

O’Brien observou que realizou mais de 20 reuniões de “alto nível” com o Conselho de Segurança Nacional da Casa Branca. Ele também disse que o Departamento de Segurança Interna (DHS) implantou, para todos os 50 estados e unidades da Guarda Nacional, unidades de segurança cibernética para ajudar na segurança eleitoral estadual.

“Em todo o país, estamos fazendo grandes esforços para garantir que nossa infraestrutura eleitoral seja fortalecida e que as pessoas, quando saem para votar, saibam que seu voto será contado”, disse O’Brien.

O’Brien disse que uma das principais estratégias adotadas para impedir a interferência eleitoral de atores estrangeiros é aumentar a conscientização pública dos EUA sobre esses esforços de influência, para que eles tenham mais probabilidade de saber quando os atores estrangeiros estão tentando influenciar suas opiniões.

“O Presidente queria revelar [isso] o quanto antes e assegurar que o povo americano saiba o que está acontecendo”, disse O’Brien. “Isso não é algo que estamos varrendo para baixo do tapete, estamos tentando trazer à luz porque a claridade e a transparência são a melhor forma de combater quem tenta interferir em nossas eleições”.

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