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COLUNA: Obamagate e seu potencial destrutivo

Carlos Júnior

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em

AP Photo/Charles Rex Arbogast

Abraham Lincoln dizia que você poderia enganar algumas pessoas o tempo todo ou todas elas durante algum tempo, mas nunca enganar todo mundo o tempo inteiro. O maior presidente da história dos Estados Unidos não poderia prever quem um dia iria ocupar o seu lugar, tampouco adivinhar a exatidão de seu diagnóstico ao homem considerado por muitos – e por este colunista – como o pior presidente da história dos EUA.

Estou a falar de Barack Hussein Obama. A sua presidência horrorosa – recheada de erros, escândalos de corrupção e atos para lá de suspeitos – deixou um legado de supressão às liberdades e aos valores consagrados na Constituição americana e nos escritos dos Founding Fathers, com resultados visíveis no fortalecimento dos inimigos da América, na duplicação da dívida pública americana e na destruição de setores da indústria americana. Essa mesma presidência agora é o centro daquele que tem potencial de ser o maior escândalo político da história dos EUA e destruir de vez a imagem cultuada de Obama.

O dito Obamagate é simplesmente um ato ilegal de espionagem da administração Obama contra a campanha vitoriosa de Trump na eleição de 2016. Em nome da transparência e do respeito às leis, Obama deu o sinal verde para uma investigação – sem fundamento algum – ligando a equipe de campanha do então candidato Trump com o governo russo para tentar reverter o resultado das eleições e, malfadado tal objetivo, impedir o futuro presidente de governar. Essa narrativa veio à tona com a retirada das acusações contra o ex-conselheiro de segurança nacional dos EUA, Michael Flynn, que se declarou culpado de mentir ao FBI sobre um encontro com um membro do governo russo, mas voltou atrás e denunciou uma abordagem tendenciosa dos agentes do FBI. Foi revelado também uma reunião no Salão Oval em 5 de janeiro de 2017 com a presença do presidente Obama, do vice-presidente Joe Biden – hoje candidato do Partido Democrata à presidência – e praticamente todos os funcionários do alto escalão do governo democrata com o claro intuito de perseguir um membro importante do futuro governo de Donald Trump.

Não há dúvida alguma da motivação política na investigação do dito conluio russo com a campanha de Trump. Ela durou quase 3 anos, teve orçamento ilimitado, realizou inúmeras operações de busca e apreensão para no final o procurador Robert Muller não encontrar absolutamente nada de comprometedor contra o presidente Trump. Uma narrativa fajuta foi todo esse tempo alimentada pela mídia e pelo Partido Democrata – duas entidades cada vez mais indistinguíveis – com o claro objetivo de paralisar o governo e jogar Trump e os republicanos na lama. Mesmo com todas as evidências apontando para a inocência dos acusados, eles insistiram na veracidade da investigação e venderam ao american people uma verdade inquestionável absolutamente falsa.

Desde o começo do mandato de Donald Trump os democratas buscam alguma desculpa para tirá-lo do cargo. Primeiro foi o conluio russo. Depois o processo de impeachment estritamente partidário e sem base legal. A criação artificial de narrativas com o objetivo central de derrubar Trump foi a única ocupação do Partido Democrata nestes três anos.

Para muitos que estão lendo este artigo e não acompanham a política americana com a mesma profundidade deste humilde colunista, podem parecer estranhas tais acusações contra Barack Obama. É compreensível. A grande mídia brasileira vendeu um Obama progressista, intelectual, ícone dos direitos civis; em resumo, a alma mais virtuosa possível em Washington. Todas as objeções levantadas por seu passado nebuloso, seus documentos falsificados e suas ligações com gente do naipe de Tony Rezko e William Ayers foram logo classificadas como teoria da conspiração racialmente motivadas. Ou seja, os americanos eram obrigados a aceitar um farsante mal caráter na presidência simplesmente porque ele era negro. Nunca uma chantagem com essa foi tão pérfida e visível aos olhos da cara.

Obama é um líder revolucionário, e como todos os revolucionários é capaz de qualquer coisa pelo poder, pela causa e pelo partido. A mentalidade revolucionária não conhece limites éticos e morais quando o sucesso da revolução está em jogo. Espionar a campanha do presidente eleito é algo totalmente certo se é a favor da causa. É o imperativo categórico de Antonio Gramsci cumprido à risca pelos larápios da política americana.

Ainda há muita coisa para acontecer em Washington, e a impressão de que temos muito para saber sobre o caso parece um consenso geral. O Obamagate é um escândalo político com potencial de colocar Watergate no chinelo, além de dar ao presidente Trump e aos republicanos uma chance dourada de enterrar de vez a organização criminosa que é o Partido Democrata. Após o 11 de setembro, George W. Bush teve a mesma chance, mas preferiu criar uma falsa união nacional com seus inimigos internos e deu aos democratas as condições de colocá-lo na lata de lixo da história. Que Donald Trump aprenda a lição e não ignore os crimes de um picareta revolucionário e sua gangue política. A bala de prata está em suas mãos e nas do procurador-geral William Barr. Hora de utilizá-la.

 

Referências:

  1. https://thefederalist.com/2020/05/13/obamagate-isnt-a-conspiracy-theory-its-the-biggest-political-scandal-of-our-time/
  2. https://pjmedia.com/news-and-politics/matt-margolis/2020/05/13/breaking-list-of-obama-officials-who-sought-to-unmask-flynn-released-n390520
  3. https://www.foxnews.com/politics/flynn-attorney-claims-president-obama-was-in-on-plot-to-frame-him
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Jornalista. Escreve sobre politica brasileira e americana, com análises não vistas na grande mídia.

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