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Código do PCC aparece em jingle de Alckmin e campanha altera às pressas

Marcos Rocha

Publicado

em

Imagem: Reprodução

O candidato do PSDB à Presidência da República, Geraldo Alckmin, lançou na última terça-feira (28/8) um vídeo promocional do jingle da campanha. Nele, Alckmin provoca o presidente Michel Temer (MDB), a ex-presidente Dilma Rousseff (PT) e Jair Bolsonaro (PSL), adversário na corrida ao Planalto. Mas um detalhe fez a equipe do tucano alterar a gravação: o código ligado ao Primeiro Comando da Capital (PCC).

Em um determinado momento, uma jovem negra surge à frente de uma bandeira do Brasil. No centro do desenho, em vez de “Ordem e Progresso”, estava escrito 1533. O número corresponde às letras do alfabeto. A 15ª é o “P”. A 3ª letra, o “C”.

Confira o vídeo:

https://twitter.com/cor0te/status/1035338640090701824

Posteriormente, o vídeo foi editado e atualizado, onde a jovem ganhou mais destaque, ficando ao centro da imagem e a bandeira foi desfocalizada manualmente. Segundo a assessoria do presidenciável, a mudança ocorreu por motivos “técnicos”.

O PCC, uma das maiores facções criminosas do país, ronda a campanha do tucano. Alckmin governou o estado de São Paulo por duas ocasiões (2001-2006 e 2011-2018). Ele é constantemente questionado sobre o crescente aumento de poder do PCC, mesmo quando ele esteve à frente do Executivo paulista.

O tema foi abordado durante entrevista ao Jornal Nacional, da TV Globo. Ele nega que a fação continue dando ordens de dentro de presídios do estado.

OPINIÃO DO COLUNISTA – MARCOS ROCHA

“Parece que Alckmin trouxe mais um parceiro para a aliança com o Centrão ao exibir o código do PCC em sua propaganda eleitoral. Com todo o aparato de marketing do candidato, investindo milhões em publicidade de campanha, torna-se difícil acreditar que tenha sido só uma coincidência, sobretudo por dois motivos:

a) a negativa do tucano em dizer que o PCC não dá ordens de dentro dos presídios em SP

b) os rumores da suposta sociedade entre os tucanos e os líderes da facção criminosa

Fica o meu questionamento: Alckmin é aliado ou subordinado?

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