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China anuncia maior expulsão de jornalistas desde a era Mao

Guilherme L. Campos

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A China anunciou nesta terça-feira (17) a revogação das credenciais de imprensa de todos jornalistas americanos que trabalham para três grandes jornais dos EUA, naquela que é a maior expulsão de jornalistas estrangeiros na era pós-Mao Zedong.

O Ministério das Relações Exteriores da China exigiu que todos os cidadãos norte-americanos que trabalhem no The Wall Street Journal, no New York Times e no Washington Post, cujas credenciais de imprensa expiram até o final do ano, que devolvam suas credenciais em até 10 dias corridos.

Os repórteres afetados não poderão atuar de nenhum lugar da China, incluindo os territórios semi-autônomos de Hong Kong e Macau, disse o comunicado do Ministério.

Esse é o mais recente passo de Pequim para punir os EUA pela cobertura sobre a pandemia global do coronavírus, cuja origem remonta a Wuhan, na China.

Reação dos EUA

“A decisão do Partido Comunista Chinês de expulsar jornalistas da China e Hong Kong é mais um passo para privar o povo chinês e o mundo do acesso a informações verdadeiras sobre a China”, twittou o Conselho de Segurança Nacional.

“Os Estados Unidos pedem aos líderes da China que repensem seus esforços para expulsão de jornalistas e disseminação de desinformação para se unir a todas as nações no combate ao coronavírus de Wuhan”.

Recentemente a administração de Donald Trump determinou que a China retirasse 60 de seus cidadãos alocados em empresas de comunicação do Partido Comunista Chinês dos Estados Unidos após 3 jornalistas americanos terem sido expulsos da China no mês passado.

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Católico, Conservador, Correspondente Internacional, Observador Político e criador do 'The Right Talking'. Atualmente vive no estado da Pensilvânia, Estados Unidos.

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