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China ameaça retaliar, após novas vendas de armamentos dos EUA a Taiwan

Thaís Garcia

Publicado

em

Getty

A China ameaçou nesta quinta-feira (22) retaliar, após a recente venda de armamentos dos EUA para o Taiwan, apesar da ilha dizer que não está procurando entrar em uma corrida armamentista com Pequim, informou a Reuters.

O Governo Trump aumentou o apoio ao Taiwan através das vendas de armas e visitas de altos funcionários dos EUA, em meio às tensões criadas pela China no Mar da China Meridional devido à atividades ilegais recentes de Pequim que violam a lei marítima internacional.

O governo do Partido Comunista Chinês tem pressionado cada vez mais o governo democrático de Taiwan para que aceite a soberania da China, incluindo o voo de caças na sensível linha média do estreito de Taiwan.

Respondendo à aprovação dos EUA de uma potencial venda de armamentos de US $ 1,8 bilhão para Taiwan, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Zhao Lijian, disse durante uma coletiva de imprensa que tais vendas deveriam parar.

As vendas “interferem seriamente nos assuntos internos da China, prejudicam seriamente a soberania e os interesses de segurança da China, enviam um sinal seriamente errado às forças de independência de Taiwan e prejudicam gravemente as relações China-EUA e a paz e estabilidade no Estreito de Taiwan”, disse Lijian.

“A China dará uma resposta legítima e necessária de acordo com o desenvolvimento da situação”, acrescentou Zhao.

Ele não deu detalhes, mas a China já sancionou empresas dos EUA no passado por venderem armas ao Taiwan, embora não esteja claro que forma elas assumiram.

A mais recente venda de armamentos dos EUA inclui sensores, mísseis e artilharia, e outras notificações do Congresso são esperadas para drones feitos pela General Atomics e mísseis antinavio Harpoon baseados em terra, feitos pela Boeing Co., para servir como mísseis de cruzeiro de defesa costeira.

Em Taipei, o Ministro da Defesa de Taiwan, Yen De-fa, agradeceu aos Estados Unidos e disse que as armas serviam para ajudar Taiwan a melhorar suas capacidades defensivas para lidar com a “ameaça inimiga e a nova situação”.

“Isso inclui capacidade de combate confiável e capacidade de guerra assimétrica para fortalecer nossa determinação de nos defendermos”, acrescentou.

“Isso mostra a importância atribuída pelos Estados Unidos à segurança no Indo Pacífico e no Estreito de Taiwan. Continuaremos a consolidar nossa parceria de segurança com os Estados Unidos.”

Yen disse que não estava procurando confronto.

“Não vamos entrar em uma corrida armamentista com os comunistas chineses. Apresentaremos requisitos e construiremos totalmente de acordo com o conceito estratégico de forte dissuasão, defendendo nossa posição e necessidades defensivas.”

As forças armadas do Taiwan são superadas pelas da China, que estão expandindo sua capacidade com novas armas impressionantes, como porta-aviões e caças stealth ou furtivos, que são aqueles que possuem um RCS (Radar Cross Section) baixíssimo, equivalente ao de um pardal.

O Presidente do Taiwan, Tsai Ing-wen, fez da modernização da defesa uma prioridade em face da crescente ameaça chinesa, especialmente as capacidades de “guerra assimétrica”, que se referem a tornar qualquer ataque chinês difícil e caro, por exemplo, com minas inteligentes e mísseis portáteis.

Washington, que, como a maioria dos países, não tem laços diplomáticos formais com Taipei, embora seja seu maior apoiador global, tem colaborado com o Taiwan para que a ilha modernize suas forças armadas e dificulte um possível ataque da China.

Taiwan tem testado novos mísseis SSM (superfície-superfície) que, segundo sua mídia local, têm a capacidade de atingir bem no interior da China, dando à ilha a capacidade de atacar bases aéreas e centros de comando chineses distantes.

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