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CAPES investe R$ 200 milhões em projetos e na formação de 2.600 mestres e doutores no combate à COVID-19

Na etapa inicial, durante a primeira ação emergencial, foram concedidas 850 bolsas para a área de Saúde e 300 para os cursos de Exatas, Engenharias, Tecnologias e Multidisciplinares

Redação

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A Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES) tem se mobilizado junto à comunidade acadêmica para minimizar os impactos da COVID-19 no Brasil. A principal ação até o momento é o Programa de Combate a Epidemias, com investimento de R$ 200 milhões, para 2.600 bolsas de estudo. Em sua primeira fase, são oferecidas 1.150 bolsas imediatas, 850 delas para a área da Saúde. A Universidade Estadual de Maringá (UEM) é uma das que terá bolsistas estudando formas de combater o vírus chinês.

O Programa de Pós-graduação de Ciências da Saúde da UEM, nota 5 na avaliação da CAPES, recebeu três bolsas de mestrado e duas de doutorado para realizar estudos que vão desde o perfil clínico-epidemiológico do paciente até a manipulação de alimentos e o material de proteção que profissionais da cozinha usam durante o surto a fim de evitar a contaminação.

Tuberculose e COVID-19
Henderson UEM.jpegO biomédico Henderson Narciso, recebeu uma bolsa de mestrado na UEM para dar continuidade à pesquisa que avalia a epidemiologia – fatores de propagação – da COVID-19 em pacientes com histórico de tuberculose e sua relação com a vacina em recém-nascidos, a BCG (Bacillus Calmette-Guérin). “Segundo o Ministério da Saúde, o Brasil registra 200 novos casos por dia de tuberculose e ainda não há estudos relacionando esta doença com a COVID-19. A busca por conhecimento que esclareça essas questões é de extrema relevância”, diz Narciso, que pretende desenvolver protocolos adequados de atendimento para esses pacientes.

Alimentos e contaminaçãoFrancini Martini UEM3
Francini Mantelo, farmacêutica, também recebeu uma bolsa de mestrado da CAPES para continuar com a pesquisa que avalia o uso e o conhecimento dos trabalhadores da área de alimentos sobre os Equipamentos de Proteção Individual (EPI) e a manipulação de produtos que chegam às mesas das pessoas durante o surto.

“Pretendemos avaliar se os trabalhadores estão recebendo as devidas instruções para prevenção e controle da epidemia, uma vez que essas pessoas não terão a possibilidade de aderir ao isolamento social, expostos a riscos de serem contaminados e também de transmitirem a doença”, afirma Mantelo.

A COVID-19 nos hospitais
Hevillyn da Silva UEM.jpegOutro estudo voltado para a utilização de EPIs, desta vez no ambiente hospitalar, está sendo feito pela bolsista de doutorado da CAPES na UEM, Hevillyn da Silva. A pesquisadora pretende traçar o perfil clínico e epidemiológico dos pacientes atendidos com a Covid-19 e estudar a presença do SARS-Cov-2 no Hospital Universitário de Maringá (HUM), no Paraná.

“A ideia é criar subsídios suficientes para que governo e pesquisadores compreendam os fatores de disseminação da doença e criem estratégias para prevenir, controlar e eliminá-la, minimizando a mortalidade e os custos em geral”, ressalta Silva.

Gabriella Bononi Bolsista CAPES UEM.jpeg

Imunidade: vitaminas C e B12
A terceira bolsista de mestrado financiada pela CAPES, Gabriella Bononi, realiza estudos para decifrar como este vírus atua no organismo e os efeitos desencadeados pela COVID-19. A ideia é mapear a presença de substâncias no sangue, como vitaminas e proteínas, para descobrir meios de aumentar a imunidade e minimizar a infecção e os sintomas causados pelo vírus.

Meu projeto de pesquisa tem o objetivo de avaliar as dosagens séricas das vitaminas D, B12 e fator Dímero-D – proteína resultante do processo de coagulação do sangue – em pacientes acometidos pela COVID-19, internados em estado grave”.

 

Cinética Viral
Deborah Moreira Bolsista CAPES UEM4.jpegDéborah Moreira também é bolsista de doutorado do Programa de Combate a Epidemias da CAPES e faz parte de uma pesquisa na área imunológica: “Meu projeto visa a detecção do vírus em amostras biológicas para comparar a oscilação da carga viral e do grau de infecção do vírus no período de positividade”, explica.

“Esse estudo deve ser feito com coletas diárias a fim de analisar a cinética viral – o grau de evolução e a oscilação do vírus no paciente”, completa a bolsista cujo trabalho é buscar explicações para entender o porquê de haver casos de pacientes que não têm o vírus detectado após cinco dias de contágio, quando nesse período a probabilidade é de que a carga viral presente no organismo infectado seja alta, melhorando o tratamento e minimizando a taxa de contaminação.

O programa
O Programa de Combate a Epidemias é um conjunto de ações de apoio a projetos, pesquisas e formação de recursos humanos de alto nível para enfrentar a pandemia da COVID-19, além de temas relacionados a endemias e epidemias, no âmbito dos Programas de Pós-Graduação de mestrado e doutorado do País.

O programa está estruturado em duas dimensões: Ações Estratégicas Emergenciais Imediatas e Ações Estratégicas Emergenciais Induzidas em Áreas Específicas.

Na etapa inicial, durante a primeira ação emergencial, foram concedidas 850 bolsas para a área de Saúde e 300 para os cursos de Exatas, Engenharias, Tecnologias e Multidisciplinares, como ações emergenciais de concessão imediata de bolsas, totalizando 1.150 benefícios.

Também faz parte desta fase o edital nº 09/2020, que se encontra aberto e concederá 900 bolsas e R$ 345 mil de custeio para cada um dos até 30 projetos escolhidos.

Já a segunda etapa completa o Programa com mais 550 bolsas e R$ 200 mil em custeio para cada um dos 57 projetos a serem selecionados.

Confira no Programa de Combate a Epidemias os detalhes do três editais:
– CAPES – Epidemias – Edital nº 09/2020
– CAPES – Fármacos e Imunologia – Edital nº 11/2020
– CAPES – Telemedicina e Análise de Dados Médicos – Edital nº 12/2020

Com informações, CCS/CAPES.

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