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Butantan só entregará 30% das doses previstas para fevereiro, diz Ministério da Saúde

Raul Holderf Nascimento

Publicado

em

Alan Santos | PR

Segundo o Ministério da Saúde, a Pasta receberá apenas 30% das doses da vacina CoronaVac previstas para serem entregues pelo Instituto Butantan em fevereiro.

A expectativa do governo federal, conforme registrou o Conexão Política, era receber 9,3 milhões de doses do imunizante neste mês.

Nesta quinta-feira, 18, a equipe da Saúde foi informada, por meio de ofício, que receberá apenas 2,7 milhões de doses do esperado.

“Até o início desta tarde, nós tínhamos a previsão de 9,3 milhões de doses de vacinas a serem fornecidas pelo Instituto Butantan. Infelizmente, recebemos a notícia de que eles vão nos entregar apenas 30% dessas doses. Serão apenas 2,7 milhões”, confirmou o secretário-executivo do Ministério da Saúde, Élcio Franco.

O outro lado

O Conexão Política entrou em contato com o governo de São Paulo, ao qual o Butantan está vinculado, mas não obteve resposta até a publicação desta matéria.

Já o Instituto Butantan, enviou uma nota para a nossa equipe. Leia o texto na íntegra:

“O Ministério da Saúde omite e ignora fatos em seu comunicado oficial. Deixa de informar que, como é de conhecimento público, o desgaste diplomático causado pelo governo brasileiro em relação à China provocou atrasos no envio da matéria-prima necessária para a produção da vacina. Além disso, não houve qualquer empenho da União na liberação dos insumos junto ao Governo Chinês. Mesmo assim, 9 em cada 10 vacinas contra o coronavírus usadas atualmente na rede pública são do Instituto Butantan. A autorização para envio da matéria-prima só ocorreu após intervenções feitas pelo Governo de São Paulo. É inacreditável que o Ministério da Saúde queira atribuir ao Butantan a responsabilidade pela sua completa falta de planejamento, que acarretou a falta de vacinas para a população em diversos municípios do país. O Butantan já entregou 9,8 milhões de doses da vacina contra o novo coronavírus ao Ministério da Saúde, o que corresponde a 90% de todas as vacinas usadas na rede pública do país. O primeiro contrato firmado em 7/1 com a pasta federal previa a entrega de 8,7 milhões até 31 de janeiro, mas o Butantan antecipou o envio das doses, que foram disponibilizadas em 17/1 (6 milhões), 22/1 (900 mil) e 29/1 (1,8 milhão).Em 5/2 um novo lote de 1,1 milhão de doses foi enviado ao Programa Nacional de Imunizações (PNI). Por meio de um grande esforço de produção será possível antecipar de setembro para agosto a entrega do total de 100 milhões de doses contratadas. A partir do próximo dia 23/2 está prevista a entrega de 3,4 milhões de doses, em oito entregas diárias de 426 mil. O Butantan tem pressa em fornecer vacinas para a população brasileira. Tanto que criou uma força-tarefa para acelerar a entrega de doses para todo o país, com a duplicação do número de funcionários do setor de envase de 150 para 300 profissionais. Apesar da completa ausência de planejamento do governo federal em relação à vacinação no Brasil e da falta de empenho da diplomacia brasileira que culminou com o atraso na liberação de insumos, o instituto trabalha diuturnamente para viabilizar novas entregas de doses ao PNI.”

Jornalista, professor e comentarista político. Cobre os bastidores de Brasília no Conexão Política.