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Bebês gêmeos morrem após hospital se recusar a salvá-los apesar do pedido da mãe nos EUA

Thaís Garcia

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Bebês gêmeos morrem após hospital se recusar a salvá-los apesar do pedido da mãe nos EUA
Imagem: Screenshot via YouTube.

Em um vídeo comovente publicado pela Created Equal Films, Amanda, a mãe dos gêmeos prematuros Emery e Elliot, pode ser ouvida suplicando pela vida de seus filhos. A notícia foi publicada na conta de Twitter da organização americana de direitos humanos e pró-vida, Live Action.

Em junho de 2017, Amanda estava com sangramento e foi para o Hospital Metodista Riverside, em Columbus, Ohio, nos EUA. Ela estava com 22 semanas e dois dias de gestação. De acordo com Amanda, a equipe médica informou que se seus bebês nascessem antes de 22 semanas e cinco dias de gestação, eles não os ressuscitariam.

Três dias depois, exatamente com 22 semanas e cinco dias de gestação, como confirmado pelas anotações do médico assistente, Amanda deu à luz Emery e Elliot. Embora os meninos tenham se movido, respirado e até chorado, Amanda disse que os médicos se recusavam a ajudá-los.

“Eu implorei às enfermeiras e outros funcionários do hospital para ajudar a salvar meus bebês”, disse Amanda.

“Disseram-me que eles não sobreviveriam. Eu perguntei se eles avaliariam, no mínimo, os bebês depois que eles nascessem, para determinar a possibilidade de sobrevivência. Fui informada que a UTI Neonatal não avaliaria os gêmeos e que os bebês provavelmente nasceriam mortos ou, no máximo, respirariam por um momento”, disse Amanda em um comunicado.

Nascimento dos gêmeos
Emery nasceu primeiro. Nenhum médico estava presente em seu nascimento e, embora um médico neonatal tenha chegado pouco depois, ele apenas envolveu Emery em um cobertor e o colocou sob a lâmpada de aquecimento.

“Vocês vão salvá-lo, certo? Prometa-me que eles serão salvos”, disse Amanda no vídeo comovente.

Assista ao vídeo abaixo.

Por 45 minutos, Emery se moveu, respirou e viveu fora do útero antes de morrer.

Algumas horas depois, Elliot nasceu. Ele era maior que Emery e viveu por mais de duas horas fora do útero – respirando, se movendo e chorando. No entanto, a equipe médica não fez nada para ajudá-lo.

Amanda pode ser ouvida no vídeo chorando, enquanto ela o segurava. “Mamãe tentou. Mamãe tentou”, disse Amanda.

Estudo

De acordo com a Live Action, um estudo do New England Journal of Medicine afirma que bebês prematuros nascidos com 22 semanas têm muito mais probabilidade de sobreviver com intervenção médica do que se acreditava anteriormente.

Casos de sobrevivência
Conforme a Live Action informou, bebês como Emery e Elliot estão continuamente sobrevivendo e prosperando fora do útero. Muitos bebês nascidos antes do tempo, como os gêmeos, sobreviveram quando os médicos se importaram o suficiente para intervir e ajudá-los.

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O prematuro Benson.

O menino prematuro Benson nasceu com 22 semanas e cinco dias.

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A menina Amillia Taylor.

Amillia Taylor nasceu e sobreviveu com apenas 21 semanas, seis dias de gestação.

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A bebê Frieda Mangold.

Frieda Mangold sobreviveu depois de ter nascido com 21 semanas, cinco dias.

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A menina Lyla Stensrud.

E a filhinha de Courtney Stensrud, Lyla, sobreviveu depois de ter nascido com 21 semanas e quatro dias de gestação. Ela é agora uma criança saudável de três anos de idade, que está viva porque o médico ouviu o pedido da família e decidiu salvar a menina.

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A bebê Emilia Grabarczyk.

Em 2016, nasceu a menor menina de todos os tempos, Emilia Grabarczyk, na Alemanha. Ela pesava apenas 226 gramas. Os pés de Emilia eram do tamanho da ponta de um dedo, e não pesavam mais do que um pimentão. Quando a pequena recebeu alta do hospital, a menina media apenas 22cm, e os médicos ainda temiam por sua vida. Porém, a pequena sobreviveu e superou todas as expectativas.

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Bebê prematuro no Hospital de Keyo, no Japão.

Em fevereiro de 2019, o bebê prematuro mais leve do mundo (268g), do sexo masculino e nascido com 24 semanas, recebeu alta de um hospital no Japão, após uma hospitalização de quase 25 semanas.

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O menino Jordie-Jay.

Em abril deste ano, foi publicado pela mídia britânica a história do menino Jordie-Jay. Ele nasceu em 20 de novembro de 2018, com 24 semanas, pesando apenas 771 gramas, e inicialmente estava estável. Porém, o prematuro desenvolveu uma doença pulmonar crônica e piorou. A doença era tão grave que não havia mais nada que pudesse ser feito.

Então, os médicos do James Cook Hospital, em Middlesbrough no Reino Unido, aconselharam seus pais a desligar o ventilador. O casal não teve coragem de permitir que desligassem o aparelho do bebê. Depois de semanas, médicos e enfermeiras do hospital encontraram uma mudança notável no pequeno guerreiro. Apesar dos danos nos pulmões, todos os seus outros órgãos vitais se apresentaram bem nos exames. E a família foi informada que em breve poderia levar Jordie-Jay para casa. O bebê pesava em abril 4 kg.

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A pequena “Saybie”.

Em dezembro de 2018, uma pequena menina nasceu com 23 semanas e pesava apenas 245 gramas, mesmo peso de uma maçã, em um hospital da cidade americana de San Diego, nos EUA. Os médicos disseram ao pai que a pequena “Saybie” não sobreviveria e que ele teria apenas 1 hora com ela. Mas essa hora tornou-se duas, em seguida 1 dia, depois 1 semana, e depois de 5 meses, a menina recebeu alta do hospital como um bebê saudável, pesando 2 Kg em maio deste ano.

Ação
Depois que seus filhos morreram, Amanda recebeu alta do hospital e recebeu os documentos de parto de Natimorto. Mesmo seus filhos nascendo vivos, respirando e chorando. Natimorto é o termo atribuído ao feto quando morre dentro do útero materno ou durante o trabalho de parto.

Amanda apresentou uma queixa interna ao Metodista Riverside. No entanto, o hospital respondeu que eles “consideram o assunto encerrado”. Agora, ela registrou uma queixa junto ao Departamento de Saúde de Ohio.

Emery e Elliot não são os únicos bebês que morreram porque os médicos se recusaram a ajudá-los.

No ano passado, no Reino Unido, um bebê morreu depois de ter nascido prematuramente com 22 semanas e seis dias. A menina viveu por quase duas horas fora do útero, apesar de respirar e mover os braços e as pernas. Os médicos nada fizeram para ajudá-la.

Não há razão justificável para explicar por que os médicos do Hospital Metodista de Riverside se recusaram a ajudar Emery e Elliot. Eles haviam afirmado anteriormente que só ajudariam os meninos se eles tivessem nascido com 22 semanas e cinco dias. Mas quando chegou a hora, ainda assim eles se recusaram a ajudar a salvar a vida dos bebês.

Amanda teve que assistir seus bebês morrerem e agora deve viver com a questão de “e se” pelo resto de sua vida.

Fonte: Live Action.

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Correspondente Internacional na Europa. Cristã, casada, mãe e bacharel em Relações Internacionais.

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