O primeiro-ministro australiano, Scott Morrison, informou que seu país está sendo alvo de um ataque cibernético sofisticado realizado por “um ator ligado a um governo estrangeiro”, e que os ataques atingiram todos os níveis do governo, assim como organizações políticas, indústrias, educação, saúde, prestadores de serviços essenciais e operadores de outras infraestruturas críticas.
Scott Morrison disse que está divulgando a ameaça para aumentar a conscientização, e disse que a frequência de ataques aumentou “ao longo de muitos meses”. Segundo o primeiro-ministro, os ataques são de autoria de um “governo estrangeiro”, sem nome. Nos últimos dois meses, grandes empresas, incluindo os produtores de bebidas Lion, BlueScope e a gigante da logística Toll Group, foram alvo de ransomware várias vezes.
“Sabemos que é um sofisticado ator cibernético de ator estatal, por causa da escala e natureza da segmentação”, afirmou ele em entrevista coletiva.
Morrison não nomeou o país responsável pela atividade maliciosa, mas alertou: “Não há um grande número de atores estatais que possam se envolver nesse tipo de atividade”. Ele também fez um pronunciamento à nação e a tranquilizou, enfatizando que não há evidências de uma violação “em larga escala” que afete as informações pessoais das pessoas.
Receba notícias do Conexão Política no seu WhatsAppReceba notícias do Conexão no WhatsAppEspecialistas da área cibernética disseram à imprensa australiana que os Estados mais capazes desses tipos de ataques são a Rússia e a China.
De acordo com Morrison, nenhuma violação de dados em larga escala foi detectada. Mas as empresas e organizações na Austrália estão sendo instadas a garantir que qualquer servidor da Web ou de email seja totalmente atualizado com o software mais recente e o uso de autenticação multifatorial.
Líderes de países aliados à Austrália também foram alertados por Morrison, que conversou com seu colega britânico Boris Johnson sobre o assunto na noite de quinta-feira (18).
Segundo o Governo Federal da Austrália, as agências de segurança australianas estão trabalhando para impedir os ataques e estão dando conselhos às vítimas dos ataques.
No final de maio, o Australian Cyber Security Center já havia divulgado orientações técnicas, descrevendo mais de 50 tipos de ataques que foram cada vez mais usados no ano passado.
As táticas, técnicas e procedimentos incluem:
– Exploração de programas de acesso remoto, como Pulse Connect Secure e Citrix, muitos dos quais são utilizados por pessoas que trabalham em casa durante a pandemia de coronavírus chinês.
– Envio de malware como um anexo de email.
– Uso de credenciais roubadas para acessar contas de email.
– Roubo ou criptografia de dados.
– Ransomware, em que os dados são criptografados e o dinheiro é exigido em troca da chave de descriptografia.
– Atividade projetada para ocultar malware, incluindo limpar logs de eventos do Windows e excluir ou alterar registros de data e hora em arquivos.
Com informações, Governo Federal da Austrália e Australian Associated Press.
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